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São
Paulo ganha acervo histórico fotográfico do Pacaembu
Nas
comemorações dos 450 anos, São Paulo é
presenteada com um acervo histórico fotográfico inédito
de um dos seus principais monumentos: o Estádio do Pacaembu.
Com patrocínio da Mastersaf, empresa líder em soluções
de informação, automação e serviços
para a área fiscal e tributária, a cidade recebe uma
coleção com cerca de 40 imagens em preto e branco, que
recuperam parte da memória histórica do bairro e do
estádio. Para se ter uma idéia, a seqüência
fotográfica remonta o loteamento e a urbanização
do bairro, em 1922; a construção e inauguração
do estádio, em 27 abril de 1940 e alguns eventos ocorridos
lá.
De acordo com João Martinez, superintendente da Mastersaf,
o patrocínio à cultura é muito importante, principalmente
em projetos como o do Estádio do Pacaembu, que leva ao público
parte da sua própria história. Além disso, o
objetivo do projeto, idealizado pelo administrador do estádio
Olívio Pires Pitta, é criar um espaço cultural
sem usar dinheiro público. Neste sentido, as fotografias são
auto-explicativas e mostram, além da história da construção
do estádio, curiosidades como as comemorações
de primeiro de maio, gol do Pelé, baile da cidade, passeata
de apoio a Getúlio Vargas, boxe, esgrima, tudo dentro do Pacaembu.
Segundo o fotógrafo e pesquisador Francisco Lopes, o Pacaembu
era um shopping center da época, onde as pessoas iam passear,
com suas melhores roupas. "Descobrimos algumas fotos que nos
dão uma pista de como as pessoas viviam. Temos foto de casas,
que incluíam em seu projeto a construção de um
galinheiro, o que indica que não havia comércio no bairro",
explica.
A doação do acervo já foi oficializada. Entretanto,
os paulistanos terão que esperar um pouquinho. A inauguração
da exposição, que será permanente nas dependências
da administração e no salão nobre, está
prevista para fevereiro. Futuramente, a administração
do estádio pretende criar uma exposição itinerante
e levá-la para outros locais, públicos e privados, como
faculdades e restaurantes, democratizando esta memória.
O trabalho foi desenvolvido pela bibliotecária Aglaê
Rogano e pelo fotógrafo Franciso Lopes e rendeu vários
meses de pesquisas e buscas. Além disso, as fotografias foram
garimpadas junto à Cia City, empresa que loteou o bairro, 'DPH'
- Departamento de Patrimônio Histórico da prefeitura
e SEME - Secretaria Municipal de Esportes.
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