Cânions do São Francisco

 

 


Piranhas e Delmiro Gouveia, no alto sertão de Alagoas, são os municípios que mais se destacam no turismo, na região do São Francisco. Piranhas se parece com uma lapinha e encanta os visitantes por sua arquitetura barroca e por seus moradores, especialistas em receber bem. A cidade, distante 290 Km de Maceió, é cercada por morros e emoldurada pelo rio São Francisco, um bonito cartão-postal.

Algumas das maiores atrações turísticas do lugar são a Hidrelétrica de Xingó, uma das maiores do Brasil, o rio São Francisco com suas águas esverdeadas e cânions - paredões de rochas moldados pela natureza - e o prédio da antiga estação ferroviária, onde funciona o Museu do Sertão, que guarda o acervo de Virgulino Ferreira, o Lampião, o cangaceiro mais famoso do Nordeste.

Afora visitas à Hidrelétrica de Xingó, com acompanhamento de guias treinados, um bom e divertido programa são os passeios de catamarã e canoas pelo rio São Francisco em direção a pequenos lugarejos ribeirinhos, a exemplo da Gruta de Angicos, onde foram assassinados Lampião e Maria Bonita. Vale também uma parada "estratégica" nos restaurantes e barzinhos à margem do rio, que servem pratos deliciosos da culinária típica.

Com referência ao turismo ecológico, em Piranhas e no vizinho Olho D´Água do Casado, são realizadas caminhadas pela caatinga, percorrendo vales, riachos pedregosos, pequenas cachoeiras, vislumbrando cenários espetaculares, como os cânions do rio São Francisco. O acesso a Piranhas é feito pela AL - 225 e AL - 220(via Arapiraca).

Por sua vez, Delmiro Gouveia, a 301 quilômetros de Maceió, é conhecida pela história do empresário homônimo, que construiu uma usina hidrelétrica numa rocha a 100 metros do leito do rio (denominada Anginquinho, a mais antiga do Brasil, na Cachoeira do Capuxu, e um ano depois instalou uma fábrica de linha com o nome Companhia Agro Fabril Mercantil, contribuindo para o desenvolvimento da região. Outro marco de Delmiro Gouveia foi a instalação de energia elétrica no lugar, em 1921.

Pedra foi o primeiro nome dado à cidade de Delmiro Gouveia, devido às grandes rochas que existiam junto a uma estação de estrada de ferro da então Great Western, onde o povoado se iniciou.

Somente em 1952, com o desmembramento do município de Água Branca, é que a cidade passou a se chamar Delmiro Gouveia, numa justa homenagem ao grande empresário cearense, que levou o desenvolvimento à região. Aliás, na cidade existe o Museu Delmiro Gouveia, que conta toda a história do grande desbravador, se constituindo em atração turística. O acesso a Delmiro, saindo de Maceió, é feito pela BR-316 até o povoado Carié e depois pela BR-423.

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