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Pinacoteca:
o mais antigo e completo museu de São Paulo
A exposição Iberê Camargo: Diante da Pintura levou 60 mil pessoas à Pinacoteca do Estado, entre os dias 14 de junho e 10 de agosto. Recorde de visitas? Não. Mas é evidente que a grande retrospectiva do artista contribuiu para o aumento da média de público, crescente a cada mês. No primeiro semestre deste ano, a Pinacoteca recebeu 251 mil visitantes, quase o dobro do total de 2002, que foi de 178 mil pessoas. Para a Secretaria de Estado da Cultura, a par do valor do artista e da sua obra, mostras como a de Iberê Camargo levam novos visitantes a esse importante espaço cultural da cidade. Lá, além dessas exposições, pode-se admirar outras obras famosas, como os quadros Banabal (Lasar Segall), São Paulo (Tarsila do Amaral) e O mestiço (Portinari) ou esculturas como Gênio em repouso eterno (Rodin) e Sapho (Leopoldo e Silva). Inaugurada em 1905, a Pinacoteca do Estado foi o primeiro museu de São Paulo. Sua construção foi inicialmente concebida para abrigar o Liceu de Artes e Ofícios da cidade, a grande escola responsável pela formação de mão-de-obra especializada para a construção civil. Foram esses trabalhadores que edificaram a São Paulo dos barões do café e das indústrias emergentes do começo do século XX. No dia 24 de dezembro de 1911, a Pinacoteca realizou sua primeira grande exposição coletiva - a 1ª Exposição Brasileira de Belas Artes. A partir daí, o museu começou a formar o seu acervo, recebendo obras de artistas como José Wasth Rodrigues, Victor Brecheret, Anita Malfatti, Alípio Dutra e Túlio Muanaini, entre outros. Com o passar do tempo, devido a contingências históricas, o museu chegou a ficar fechado durante dois anos, teve seu endereço mudado várias vezes e o seu acervo foi dividido entre diversos órgãos públicos, até ser novamente reunido em 1931, quando foi criado o Conselho de Orientação Artística do Estado. Recursos técnicos Nos anos 90 um projeto mais amplo de recuperação das instalações, então bastante danificadas, começou a ser desenvolvido. Com a reforma do prédio, a Pinacoteca tornou-se um dos poucos museus do País capacitado a receber grandes exposições nacionais e internacionais, em virtude dos recursos técnicos de que passou a dispor, como, por exemplo, o sistema de climatização interna. Encomendado ao arquiteto Paulo Mendes da Rocha, o projeto resultou na mudança do eixo da edificação, cuja entrada se volta agora para a Estação da Luz. E também na completa recuperação das estruturas, especialmente pisos e coberturas, e das instalações hidráulicas e elétricas. A Pinacoteca não foi reestruturada apenas em seu espaço físico, mas também em seu conceito. Desde a sua reinauguração, em 1998, foram estabelecidos novos padrões para valorizar o uso dos espaços. A fim de melhor adequar-se à função museológica, passou a contar com uma oficina especializada em restauração de obras de arte e com a primeira escola do país especializada no treinamento de mão-de-obra para trabalhos em museus. Hoje, a Pinacoteca abriga em suas dez salas um acervo considerável da arte brasileira acadêmica, moderna e contemporânea, representada por trabalhos de artistas dos séculos XIX e XX. O acervo permanente possui em torno de 6 mil obras de artistas como Rodin, Brecheret, Pedro Américo, Tarsila do Amaral, Emiliano Di Cavalcanti, Cândido Portinari e Camile Claudel, entre outros. Mas são as mostras temporárias que renovam o público mês a mês. O museu mantém, ainda, uma biblioteca especializada, aberta à consulta pública. A Pinacoteca fica ao lado da Estação Luz, um importante marco na história arquitetônica de São Paulo. Construído entre 1895 e 1901, no lugar da estação ferroviária original de 1867, o prédio da estação atual é um símbolo do período áureo do café e da revolução industrial. No momento, está passando por uma reforma total, patrocinada por um convênio da Secretaria de Estado da Cultura com a Fundação Roberto Marinho, que deverá estar concluída no aniversário dos 450 anos da cidade de São Paulo. Depois de percorrer as exposições do museu, os visitantes têm no Café da Pinacoteca, inaugurado em junho de 2000, uma ótima opção para descansar e apreciar mostras fotográficas. Nesse espaço já foram expostas imagens referentes a pesquisas biológicas e cromáticas e de outras linguagens plásticas que interferem na fotografia; segmentos de memória afetiva; ensaios sobre a vida cotidiana no Brasil e no mundo; detalhes e ícones de uma São Paulo longe da violência e bem próxima da poesia; documentação de caráter artístico e religioso. O café oferece aos visitantes mesinhas com vista para o Parque da Luz, um local ideal para desfrutar a tranqüilidade das áreas verdes do Parque, depois de se encantar com a beleza das obras de arte expostas no interior do imponente prédio do museu. Instalações, fotos, pinturas, esculturas, gravuras: programe sua visita Veja
as atrações
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