Andaluzia - o mais puro espírito espanhol

Por Márcia Busanello

Leia MaisA dominação moura e seus reflexosLeia MaisO Alhambra
Leia MaisSevilha e muito maisLeia MaisComida, bebida, flamenco e touradas
Leia MaisEspanhol e lazer na melhor idade é a proposta de escola em Málaga

Gaucin - Clique para ampliarA velha Espanha do Flamenco e das Touradas está muito viva em sua porção mais ao sul, a Andaluzia. Reza a lenda que um dos doze trabalhos de Hércules foi separar a Europa da África, o que ele fez precisamente no estreito de Gibraltar, que separa a Espanha do Marrocos. Isto não impediu, porém, que a região fosse invadida pelos árabes, que lá ficaram durante quase 800 anos e deixaram marcas indeléveis no corpo e na alma da Andaluzia, cujo nome, por sinal, vem da palavra árabe Al-Andalus. O próprio rio Guadalquivir, que corta a região e a torna uma das mais férteis da Espanha, também foi batizado a partir do nome árabe, wadi al-kebir, que significa rio grande. Os mouros permaneceram por lá do século 7 ao século 15. Em 1492 Granada caiu, o último reino mourisco, e os cristãos dominaram definitivamente a região.

A dominação moura e seus reflexos

As marcas da dominação moura foram enriquecidas pelas presenças sucessivas ou concomitantes de judeus, cristãos e ciganos, muitos ciganos. Tal fusão cultural Mesquita de Córdoba - Clique para ampliaroriginou monumentos exóticos, como a belíssima Mesquita de Córdoba, primeiro monumento árabe no ocidente, que foi sucessivamente mesquita e catedral, diversas vezes, conforme quem ocupava a região - se cristãos ou se mouros. Disso resultou uma arquitetura tipicamente moura, com pilares coloridos em forma de arco, lembrando um jardim de palmeiras, misturados com altares de santos cristãos, num efeito impressionante.

Em Córdoba está também localizado talvez um dos mais belos alcázares de toda a Andaluzia. Seus jardins são belos, floridos e sombreados, com chafarizes e fontes murmurantes, no qual se entra e do qual nunca mais se quer sair, tamanho é o encanto das alamendas rodeadas de ciprestes e dos jardins perfumados por laranjeiras em flor. Córdoba também é o lugar certo para degustar enormes e deliciosas alcaparras em conserva.

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O Alhambra

Falando em jardins encantadores, não dá para deixar de falar do Alhambra, o maior monumento mouro em terras cristãs. É um mundo à parte, de onde o viajante se sente transportado para outros tempos, quando reis e califas comandavam, do interior dos seus pátios e jardins, o império Al Andalus. Alhambra significa vermelho, provavelmente uma alusão à cor dos tijolos que formam suas paredes. É um complexo de palácios, jardins e fontes localizado na cidade de Granada, no alto de uma colina. Diz a lenda que o último califa chorou tanto ao ser obrigado a sair da cidade, quando esta foi tomada pelos cristãos, que o porto de onde partiu ficou conhecido como Lagrimas del Moro. Vermelha é a cor também de outra lenda (são tantas) sobre um dos mais famosos pátios do monumento, o Pátio dos Leões - Clique para ampliarPátio dos Leões, formado por uma fonte sustentada por 12 leões de mármore, de cujas bocas jorra a água que, através de quatro pequenos canais, circula no pátio inteiro. A este pátio liga-se uma sala chamada Sala de los Abencerrajes; conta-se que este nome foi de uma famosa família da região, que teve um de seus membros envolvidos num tórrido romance com uma sultana. Louco de ciúme, o sultão ofereceu uma festa à família, durante a qual mandou matar 36 cavaleiros do clã. Quem conta a lenda jura que as manchas avermelhadas no fundo da fonte são resquícios de sangue dos guerreiros mortos.

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Sevilha e muito mais


Jardins do Alcazar de Sevilha - Clique para ampliarSevilha, a capital da Andaluzia, é uma cidade labirinto. Repleta de ruelas, passagens e encruzilhadas, é encantador perder-se andando pelos seus caminhos tortuosos, principalmente no famoso bairro de Santa Cruz, antigo gueto judeu, com suas casas de fachadas brancas, flores nas janelas e frescos pátios internos forrados com azulejos pintados. Não deixe de conhecer a Catedral de Sevilha, com a famosa torre La Giralda e o Alcázar de Sevilha, além da Torre del Oro e das inúmeras lojinhas vendendo coisas tipicamente espanholas, como castanholas, xales, leques, azulejos pintados e mil coisinhas irresistíveis.

Não podemos deixar de recomendar uma visita aos pueblos blancos, povoados entre as montanhas, surgidos da necessidade de defesa dos colonos contra as sucessivas invasões, cujo isolamento não impediu que ficassem parecidos com pequenas cidadelas árabes ou gregas, branquinhas, branquinhas, no colo das serras andaluzas.

Todas as cidades andaluzas valem a pena. De Málaga, já Cadiz - Clique para ampliarpraticamente na fronteira com o Marrocos, a Jerez de la Frontera, outro lugar imperdível, pois além de ser a dona do famoso vinho jerez, ainda abriga as maiores criações de cavalos andaluzes e a escola de equitação mais tradicional do país, passando por Cádiz, já na beira do oceano Atlântico, que mais parece uma cidade árabe, toda branca e com o mar bravo batendo nas pedras de seus muros. Há ainda Jaén, Huelva, Almería e muitos outros pueblos, todos guardando o que a Espanha, do jeito que a gente imagina, tem de melhor.

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Comida, bebida, flamenco e touradas

Enfim, a comida; em praticamente toda a Andaluzia é possível degustar um saboroso Gaspacho, creme frio feito com tomate, pepino, alho e cebola, servido a qualquer hora do dia. Além dele, nas cidades é quase obrigatória a presença dos tapas, pequenas porções de aperitivos diversos, desde peixe empanado até azeitonas. Vinho bom, azeite ainda melhor, azeitonas, peixes e frutos do mar completam o cardápio. Melhor Flamenco - Clique para ampliarainda se ele vier logo depois de assistir a um passional espetáculo de Flamenco, imperdível. Ir à Espanha e não assistir ao Flamenco é pior do que ir à Roma e não ver o papa. O ritmo marcado pelos tacons dos sapatos e pelas palmas, incorporados ao som inebriante da guitarra (violão) flamenca, incendeia o sangue até de quem não é andaluz. A vontade é de sair dançando com os balarinos.

Por fim as touradas; apesar de cada vez mais criticadas no resto do mundo, ainda são uma atração que mobiliza milhares de andaluzes, apaixonados pelo balet do toureiro em sua luta contra o touro. Hoje em dia há até mulheres toureiras. De qualquer forma, quase toda cidade andaluza tem sua Plaza de Toros, que vale a pena conhecer. Em Ronda, uma pequena e belíssima cidade construída sob dois penhascos, ligados por uma ponte, está uma das Plazas de Toros mais antigas da Espanha. Não perca.

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Espanhol e lazer na melhor idade é a proposta de escola em Málaga

Na sala de aula, alunos entre 50 e 70 anos que têm, em comum, a alegria pela experiência de férias diferentes, combinando o aprendizado - ou a recordação do espanhol, em sala de aula, com a prática do idioma, na vivência do dia a dia. Mais ainda: esta dupla oportunidade de convivência é, ainda, uma forma de fazer amigos, numa idade na qual o prazer passa a ser prioridade.
O vocabulário aprendido na sala de aula - números, formas, tamanhos, comidas e bebidas, cores, vestuário etc - é praticado no período da tarde, em almoços com o professor, em visitas acompanhadas a shoppings, museus e parques e também em aulas de dança.
A proposta deste curso é oferecer a vivência do espanhol e da cultura hispânica em duas semanas de curso, com 15 aulas semanais - níveis básico, intermediário e avançado - e atividades diárias, de segunda a sexta. Os iniciantes se concentram na linguagem básica que possibilite passear, ir às compras ou aos restaurante, enquanto os níveis superiores debatem cultura, arte e outros assuntos de interesse geral.
Localizado em Málaga, cidade com intensa vida cultural e noturna, o Malaca Instituto oferece ainda acomodações no Clube Hispanico, flat da escola, com serviço de hotelaria e apartamentos individuais, duplos ou suites executivas.
Mais informações na Pressto Educação Internacional, pelo telefone (11) 3256.8288

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