Saúde

Zumbido: Derdic alerta que este incômodo tem tratamento

postado em 9 de dez de 2018 08:07 por ANA PAULA LOPES VIEIRA PAIVA   [ 9 de dez de 2018 08:16 atualizado‎(s)‎ ]

Um barulho freqüente e incômodo, percebido mesmo na ausência de sons externos, é um mal que atinge milhares de pessoas no mundo. Este sintoma, conhecido como zumbido, é uma sensação sonora produzida dentro do organismo, que pode estar localizada nos ouvidos ou na cabeça e pode provocar, no seu grau máximo, até alterações na rotina diária, na capacidade de concentração e no sono.

"Apesar de no Brasil não existirem estatísticas exatas, algumas pesquisas mostram que, nos Estados Unidos, cerca de 44 milhões de pessoas, ou seja, 17% da população, o escutam constantemente", explica a otorrinolaringologista e foniatra da Derdic/PUC SP, Dra. Mariana Lopes Fávero.

O zumbido pode se manifestar de várias maneiras. Para algumas pessoas é um apito, para outras, um motor ou uma cigarra, uma cachoeira e às vezes, vários desses sons misturados. O grau de incômodo também varia muito de pessoa para pessoa.

Segundo a Dra. Mariana, várias são as causas que podem promover seu aparecimento. A mais comum delas é a perda auditiva, nos seus mais diversos níveis. Outros fatores como alterações sangüíneas, pressão alta, alterações de coluna cervical, estresse, abuso de cafeína, açúcares e álcool também podem contribuir para a manutenção do quadro.

"Durante muito tempo acreditou-se não haver cura para o zumbido. No entanto, nos últimos anos, com um maior conhecimento sobre os mecanismos envolvidos na geração e na manutenção do zumbido, várias técnicas de atendimento e tratamento têm sido desenvolvidas", explica.

Entre as formas mais usadas de tratamento estão a orientação do paciente e o esclarecimento de todas as suas dúvidas, o uso de medicamentos específicos, o tratamento de doenças e alterações sangüíneas associadas ao quadro, além de terapias de enriquecimento sonoro ou da chamada terapia de habituação auditiva, para evitar o silêncio completo.

"Especialmente na DERDIC/PUC-SP, em função do grande número de pessoas com alterações auditivas que nos procuram, criamos uma rotina especial para o indivíduo com perda auditiva e zumbido, que consiste em atendimento médico, fonoaudiológico e psicológico especializado e dirigido. A investigação de todos os possíveis fatores associados no surgimento do zumbido, a desmistificação do problema e a proposta de terapias especiais, específicas para cada caso, visando a melhora da audição e do zumbido, têm sido realizadas, com excelentes resultados", completa Dra Mariana.

Sobre a Derdic

Fundada há 34 anos, a Derdic - Divisão de Educação e Reabilitação dos Distúrbios da Comunicação - é uma entidade sem fins lucrativos, ligada à Pontifícia Universidade Católica de São Paulo - PUC-SP. Priorizando famílias carentes, a entidade oferece atendimento educacional a crianças e adolescentes surdos e atendimento clínico a pessoas com alterações da audição voz e linguagem. A prestação de serviços à comunidade, a formação e aprimoramento de profissionais e a pesquisa são os três objetivos básicos da instituição. Sua atuação também está direcionada à conservação da audição de trabalhadores e idosos e na prevenção de problemas vocais em profissionais da voz.

Pela qualidade de seus serviços e pesquisas, a Derdic é reconhecida como referência em seu segmento de atuação. Atualmente são atendidas 170 crianças e adolescentes surdos em regime escolar e são realizados cerca de 35 mil procedimentos clínicos por ano. O Programa de Orientação Ocupacional e Escolar - POOE - efetua serviço de cadastramento, orientação e treinamento ocupacional para surdos adultos e hoje mantém cerca de 2.200 surdos inscritos. O endereço da Derdic na web é: https://www.pucsp.br/derdic/

AACD vence a batalha pelo ácido fólico nas farinhas

postado em 7 de dez de 2018 07:53 por ANA PAULA LOPES VIEIRA PAIVA   [ 7 de dez de 2018 07:55 atualizado‎(s)‎ ]

Já está em vigor a Resolução RDC 344, de 13 de dezembro de 2002, do Ministério da Saúde, que estabelece a obrigatoriedade de os fabricantes de farinhas de trigo e milho enriquecerem seus produtos com o ácido fólico, uma substância derivada do Complexo B, que previne, entre outras, a mielomeningocele, uma doença mais grave que a paralisia infantil. A AACD (Associação de Assistência à Criança Deficiente), que atende casos de mielomeningocele, foi a responsável pela campanha junto a Anvisa.

Em 2002 a AACD realizou 83.456 consultas médicas, 562.057 terapias, 36.817 exames, 4.781 cirurgias e fabricou 52.450 aparelhos ortopédicos. Mas achou que era pouco, levando-se em conta a fila de espera com mais de 7 mil nomes. Por isso resolveu investir em outros campos, atuando na prevenção e repassando seu know-how de 52 anos para professores da rede pública, que trabalham com portadores de deficiência em sala de aula.

O projeto da AACD, que recebeu o nome de Curso de Formação Básica em Deficiência Física para Professores da Rede Regular de Ensino, teve início em 2001 e foi um sucesso de público e crítica. A idéia surgiu depois que a instituição apurou que os professores com alunos portadores de deficiência física não haviam recebido nenhum tipo de orientação, por parte da Prefeitura e do Estado, para desenvolver o potencial destas crianças especiais.

O curso tem como objetivo ampliar o conhecimento sobre deficiência física, falando sobre suas principais patologias e as implicações no processo de aprendizagem, propiciando ao professor subsídios para atuar junto ao aluno portador. Em cinco edições, a AACD conseguiu capacitar 1.952 professores.

O reconhecido trabalho da equipe multidisciplinar da AACD foi uma das peças-chaves para outro projeto vitorioso: o 2o Congresso Internacional de Medicina e Reabilitação da AACD, que reuniu, entre os dias 12 e 14 de setembro, cerca de 1.500 pessoas de seis países no Centro de Convenções Rebouças, em São Paulo.

É melhor prevenir

Em 2001, a AACD iniciou uma verdadeira luta para conscientizar o Governo Federal, por meio da Anvisa (Agência de Vigilância Sanitária), da necessidade da fortificação das farinhas com o ácido fólico. O empenho da AACD explica-se: o consumo de ácido fólico por mulheres em idade gestacional é a única maneira eficaz de se prevenir a mielomeningocele, uma doença mais grave que a paralisia infantil, que atinge um em cada mil bebês nascidos vivos. Só na AACD, 10% dos pacientes atendidos sofrem deste mal. No ano passado, foram feitas várias reuniões em que os médicos da AACD exibiram aos técnicos da Anvisa, por meio de vídeos e palestras, as graves conseqüências desta patologia. Os resultados foram colhidos no final do ano, com a entrada em vigor da Resolução RDC.

A prevenção de acidentes foi outra meta da instituição em 2002. As estatísticas da AACD mostram que entre os pacientes com lesões medulares, 84,5% apresentam traumas adquiridos por acidente, contra 15,5% de lesões congênitas. A parceria da instituição com a agência McannErikson possibilitou a veiculação em TV de uma campanha publicitária mostrando três acidentes domésticos, facilmente evitáveis, que podem ter conseqüências graves: queda de altura, mergulho em águas rasas e atropelamento.

Parceria, alíás, foi a palavra-chave de 2002 para a AACD. A associação da instituição com a iniciativa privada foi responsável por uma série de eventos com objetivo de arrecadar recursos. O dinheiro da bilheteria do Salão de Artes e Antigüidades da Hebraica e da Noite de Queijo e Vinho da Choperia Estalagem, por exemplo, foram responsáveis por parte da receita da instituição em 2002.

De uma forma mais efetiva, a parceria com o SBT para o Teleton 2002 conquistou para os cofres da casa a quantia de R$ 16.015.454,00. Parte deste dinheiro será utilizado na construção de uma nova unidade da AACD, em Osasco, na Grande São Paulo. Os recursos do Teleton 2001 também foram responsáveis pela inauguração do Bloco E, o novo prédio dentro do complexo da AACD - sede, na Vila Clementino, em São Paulo. Nos quatro andares do novo espaço foram instaladas novas salas de aulas para os 132 alunos portadores de deficiência física da unidade, consultórios médicos, área administrativa, quadra poliesportiva para reabilitação e estacionamento subterrâneo, com 250 vagas.

A Campanha de Protetização do Governo Federal acelerou a produção da Ortopedia da AACD. Por conta da campanha, foram confeccionados 2.750 aparelhos ortopédicos, com 2.500 pacientes atendidos.

Causas e tratamentos para a queda de cabelo

postado em 2 de dez de 2018 09:24 por ANA PAULA LOPES VIEIRA PAIVA   [ 2 de dez de 2018 09:24 atualizado‎(s)‎ ]

Causas da queda de cabelo

De fato, o estresse pode agravar a queda de cabelo, no entanto, não é possível afirmar que apenas ele seja o motivador da calvície, uma vez que ela é genética.

Dentre as várias causas que levam à queda de cabelo, uma das mais comuns é o eflúvio telógeno, que pode piorar em decorrência do estresse. Trata-se de uma renovação acentuada do ciclo capilar, em que se perde mais cabelo do que se produz.

O déficit de vitaminas e a insuficiência nutricional de uma maneira ampla podem levar à perda capilar, assim como oscilações hormonais (do hormônio tireoidiano, por exemplo) e troca do anticoncepcional.

Tintura, terapias capilares com formol ou amônia, e outros tratamentos normalmente realizados no cabelo, eventualmente podem agredi-lo e intensificar a queda dele.

A dermatite seborreica não tem participação importante na evolução da calvície, porém, ela caminha paralelamente com o problema, mas sem piorá-lo consideravelmente.

Tratamentos para queda de cabelo

Quando o assunto é queda de cabelo, a regra número um é procurar um dermatologista a fim de que ele faça o diagnóstico e institua o tratamento mais correto. O primeiro passo é separar as diferentes causas de perda capilar. Repetir o tratamento adotado pelo vizinho, por exemplo, não garante a conquista do mesmo resultado, já que cada um pode ter um problema diferente. Cada paciente deve ser avaliado individualmente para que se determine a conjunção correta de tratamentos.

Considerando a alopecia androgenética, o que demonstra um bom efeito é a mescla de terapias. Assim, devem ser avaliados os tratamentos medicamentoso e cirúrgico (transplante de cabelo).

Micro tricopigmentação

A micro tricopigmentação equivale a uma pequena tatuagem sobre o couro cabeludo com o intuito de disfarçar as diferenças de cor e reduzir a sensação de rarefação capilar.

Soma-se a isso o uso de maquiagens, como pós utilizados para diminuir a discrepância entre as tonalidades do couro cabeludo e do cabelo, o que contribui para reduzir a percepção de déficit capilar.

Tratamentos caseiros para a queda de cabelo

Muitos tratamentos caseiros não possuem evidência científica, e segundo alguns médicos, a adoção dessas práticas faz com que se desperdice um tempo precioso antes do início de uma terapia realmente eficaz, e com isso maior será o volume de cabelo perdido. Assim, quanto antes se começar a tratar o problema, melhor tende a ser o resultado final.

Fonte: https://www.leetdoc.com/br/queda-de-cabelo/

A reabilitação nas águas

postado em 30 de nov de 2018 03:46 por ANA PAULA LOPES VIEIRA PAIVA   [ 30 de nov de 2018 16:55 atualizado‎(s)‎ ]

A água, um dos principais elementos da natureza humana, traz imensuráveis benefícios ao nosso organismo, e quando utilizada como forma de cura apresenta resultados surpreendentes, possibilitando a recuperação física, mental e psicosocial de pessoas com problemas motores e mentais.

Seus efeitos terapêuticos são conhecidos desde os tempos mais remotos. No Ocidente, já na Roma Antiga, os balneários ou termas (como eram conhecidos na época) ocupavam um lugar de destaque na vida e na saúde dos cidadãos. Preocupados em resgatar este valor secular e com o objetivo de oferecer aos frequentadores do centro tratamentos cada vez mais eficazes, a equipe da Fundação Selma, que em 2002 atendeu 14.587 pessoas, utiliza com sucesso, desde 1993, essa terapia.

A hidroterapia é indicada no tratamento de patologias respiratórias, ortopédicas, reumatológicas e neurológicas. Os principais efeitos que a água aquecida (32º a 35º C) causa no organismo são conseguidos através da transmissão do calor às estruturas mais profundas do corpo, como músculos e articulações, propiciando assim o alívio da dor e o relaxamento muscular. Outra vantagem é que em meio hídrico o corpo se torna mais leve e os exercícios são realizados de forma mais suave, com maior liberdade e facilidade, tornando a terapia rica e prazerosa e dessa forma contribuindo no aumento da autoestima do paciente.

A água da piscina terapêutica da Fundação é tratada com sal, o que aumenta sua densidade, favorecendo a capacidade de flutuação do corpo. O centro oferece duas modalidades de tratamento: a hidroterapia convencional realizada pelas fisioterapeutas e a hidroterapia ocupacional, feita por terapeutas ocupacionais.

A terapia ocupacional realizada na água tem como principal objetivo reabilitar o indivíduo para que ele se torne independente em suas atividades da vida diária e prática, direcionando-o, conseqüentemente, para uma reinserção na sociedade.

A Fundação Selma, que realiza em média 60 sessões por semana, conta com uma equipe de hidroterapeutas altamente qualificada, que através de técnicas de relaxamento e alongamento, elabora exercícios específicos para cada caso.

As sessões são individuais e duram 50 minutos. Durante esse tempo o acidentado realiza atividade de flutuação para melhora da amplitude de movimento, alongamentos, fortalecimento muscular, reeducação do equilíbrio e exercícios respiratórios. O trabalho é desenvolvido com auxílio de flutuadores, pesos, step, brinquedos e outros materiais hidroterápicos que promovem o sucesso da terapia.

Segundo as terapeutas, que vibram a cada sinal de melhora de seus "alunos", é incrível a maneira como eles, tanto os adultos como as crianças, reagem à terapia, tornando gratificante este trabalho desenvolvido com tanta dedicação.

A Fundação Selma fica na R. Conceição Marcondes da Silva, 170, Campo Belo.

Dicas de como acabar com a queda de cabelo

postado em 27 de nov de 2018 03:12 por ANA PAULA LOPES VIEIRA PAIVA   [ 30 de nov de 2018 16:59 atualizado‎(s)‎ ]

Causas da queda de cabelo excessiva

Em jovens, a queda de até cem cabelos por dia é considerada normal, sendo que alguns desses fios se quebram e outros se soltam do couro cabeludo inteiramente. Já quem tem idade mais avançada tende a possuir menor quantidade de cabelos, portanto, o volume perdido de fios pode assumir outros valores.

Existem várias causas para a queda de cabelo, desde a hereditária (alopecia androgenética masculina e feminina) até as ocasionadas por outras doenças, como as da tireoide, hepatite, além do início ou interrupção do uso de determinados anticoncepcionais, e o pós-parto (ligado à queda hormonal). O mesmo se aplica aos regimes de emagrecimento, pois, ocasionalmente, restringi-se muito a ingestão de proteínas e vitaminas. O estresse também pode resultar em perda capilar, assim como a administração de drogas quimioterápicas e radioterápicas, doenças infecciosas febris e traumas pós-cirúrgicos.

Implante capilar para queda de cabelo

Como pré-requisito para o transplante capilar, o paciente deve possuir área doadora de fios suficiente. Assim, mesmo quem apresente calvície extensa, nas quais os únicos cabelos que restam sejam nas têmporas, ainda possuirá alguma área doadora. São esses fios que serão transplantados. Evidentemente, quanto maior a calvície, menor a área doadora.

Como a cirurgia é feita

No procedimento, o cirurgião extrai cabelos que não sofrerão a ação da calvície e separa-os de acordo com o número de unidades foliculares de cada um, a parte frontal da cabeça recebe as com um único fio, seguidas das constituídas por dois fios, enquanto que as áreas de maior densidade capilar recebem folículos com três fios.

Os cabelos nascerão conforme a posição em que sejam introduzidos nas perfurações efetuadas no couro cabeludo, por isso é necessário seguir um ângulo correto ao transplantá-los.

O cabelo deve ser restaurado de forma que confira harmonia ao rosto da pessoa e fique imperceptível que ela fez a cirurgia. Para isso é necessário mimetizar o ângulo e a curvatura natural dos fios. Quando os cabelos nascem ondulados ou cacheados, eles realizam uma curva, que deve ser respeitada para que, uma vez crescido, fiquem bonitos e possam ser penteados normalmente.

O padrão de distribuição do cabelo humano é irregular. Assim, é necessário recriar essa característica com arte e beleza. O processo pode ser comparado aos incríveis quadros abstratos pintados por Jackson Pollock, que não simplesmente jogava tintas sobre a tela para as obras. Desse modo, o cabelo segue uma ordem de beleza em meio ao caos, e essa sensibilidade é detida apenas pelos melhores cirurgiões.

Outros tratamentos para a queda de cabelo

Existem tratamentos com medicamentos e suplementos para combater a queda capilar, entre eles podem ser citados Minoxidil, Pill Food, Pantogar, shampoo bomba (mistura de bepantol, monovin-a e shampoo neutro), entre outros, porém, nenhum resolve definitivamente a queda de cabelo, podendo ser considerados medidas paliativas.

A perigosa mania dos remédios

postado em 27 de nov de 2018 02:50 por ANA PAULA LOPES VIEIRA PAIVA   [ 30 de nov de 2018 17:23 atualizado‎(s)‎ ]

O brasileiro, acostumado a praticar a automedicação, não sabe o perigo que está correndo. Segundo os médicos, até as vitaminas, em excesso, podem fazer mal.

Nenhum remédio é completamente inócuo, segundo os especialistas. O consumo excessivo de vitaminas pode causar hipervitaminose, que acaba dando ao corpo o efeito exatamente inverso ao proposto nas bulas - pele e cabelo quebradiços, por exemplo. Muita Aspirina, uma úlcera. E, na melhor das hipóteses, a automedicação pode mascarar um problema mais grave que exigiria um exame médico minucioso.

Os médicos garantem, ainda, não haver vitamina feita em laboratório que substitua a encontrada nos alimentos saudáveis.

"Na verdade, afirma Alberto Del Porto, da Escola Paulista de Medicina, essa ânsia por remédio flagra uma vaidade desmedida nas pessoas ou um medo de envelhecer. E não há composto vitamínico que impeça isso". Segundo os médicos, pequenas dores e indisposições desaparecem com ou apesar do que se tome. Fernando Lefevre, professor de Educação e Saúde da Faculdade de Saude Pública, considera absurda a crença nas possibilidades milagrosas de uma droga.

Em alguns pacientes, o uso abusivo de psicotrópicos, sem orientação médica, pode causar distorções visuais, em alguns casos, além da síndrome de abstinência. Ou seja: na falta desse remédio, cria-se no paciente a acentuação do estado nervoso anterior, acompanhado por tremores, sudorese, insônia e inapetência. Ou a necessidade de doses cada vez maiores para que seja obtido o mesmo efeito.

A falta de informação e de infra-estrutura médica é um dos fatores que mais contribuem para promover a auto-medicação. Uma especialista diz que as pessoas sabem que, se dependerem da medicina pública, só serão atendidas em uma semana, duas ou até mais, dependendo do caso. "E, como a maioria não pode pagar um médico particular, aceita a receita do vizinho, do parente ou do balconista de farmácia".

É bom tomar cuidado, avisa a mesma especialista, porque muitas doenças apresentam os mesmos sintomas, mas podem ter causas diferentes. Se o remédio não for indicado pelo médico, pode agravar o estado de saúde do paciente.

Cleide Cavalcante, Agência Estado

A dermatologista Carla Albuquerque dá dicas para manter a pele saudável no inverno

postado em 19 de nov de 2018 05:58 por ANA PAULA LOPES VIEIRA PAIVA   [ 30 de nov de 2018 17:22 atualizado‎(s)‎ ]

Que o inverno é uma das épocas mais gostosas para ficar debaixo do chuveiro e sentir a água quente cair sobre o corpo ninguém discorda. Mas quem mais sofre com esta estação é a pele, que acaba perdendo a camada de proteção natural que consiste em uma mistura de sebo e suor, chamada película ou manto hidrolipídico. A função desse manto é manter o teor adequado de água na pele e defendê-la de agressões externas e de infecções por microorganismos, como fungos e bactérias, ou seja, fazer com que a cútis esteja sempre hidratada. Quando a perda de água do extrato córneo - a camada mais externa da pele, aquela que vemos - é maior que a reposição, ocorrem a desidratação e a diminuição da elasticidade desta.

As variantes climáticas como o vento, as mudanças bruscas na temperatura e o ar seco favorecem a evaporação da água, diminuindo o seu grau de hidratação. A pele torna-se seca e tem a função de proteção comprometida. Além disso, há também a questão estética. Desidratada, ela fica opaca, áspera, sem elasticidade e com tendência à descamação.

O inverno não é necessariamente sinônimo de tez feia e ressecada. Para mantê-la hidratada e com uma aparência bonita e saudável são fundamentais alguns cuidados: evitar banhos quentes e muitos demorados, não utilizar sabonetes alcalinos em excesso e não dispensar um bom hidratante.

A água sozinha é ineficaz na limpeza da face. Por isso, a dermatologista Carla Albuquerque aconselha que para manter a cútis com aparência saudável é necessário ter como hábito a limpeza diária. "Os sabonetes alcalinos tendem a deixar a pele áspera e seca, dessa maneira, são preferíveis os sabonetes líquidos e cremosos, elaborados com tensoativos com baixo poder de irritação cutânea. A finalidade é remover as células mortas, maquiagem, secreções sebáceas e impurezas", explica.

Quando as glândulas sebáceas produzem mais sebo do que é necessário, a pele se torna oleosa ou seborreica. As pessoas com esse tipo de cútis devem usar produtos capazes de proteger e, ao mesmo tempo, regularizar a produção sebácea. "Podem ser utilizados leites ou loções de limpeza oil free, géis ou soluções hidroalcoólicas para a higiene diária. Mas devem ser evitados produtos com excesso de álcool, que provoquem irritação da pele ou efeito rebote - ao invés de tratá-la promovem uma piora da oleosidade", afirma a dermatologista. Produtos adstringentes e esfoliantes também podem ser úteis, uma vez que ajudam na limpeza e renovação celular. Na hora da hidratação, Carla recomenda hidrantes em gel, gel creme ou loção oil free.

Pessoas com pele normal ou seca devem preferir leites ou loções de limpeza, principalmente porque são produtos que ajudam a manter a aparência saudável da tez, sem ressecá-la. De acordo com a dermatologista, loções tônicas também são úteis, pois ajudam a "firmá-la", a retirar eventuais resíduos dos leites ou loções de limpeza e restabelecem o PH cutâneo. "Para quem tem a cútis seca é recomendável produtos em creme, loção cremosa ou, até mesmo, cold creams, mais indicado para aquelas muito secas e com aparência craquelé", ressalta.

De acordo com a dermatologista, recentemente foi introduzido no mercado um novo conceito de hidratação denominado Derma-Membrane-Structure(DMS). "Ele promete hidratar a pele de uma forma similar à hidratação natural promovida pelos óleos e gorduras que o próprio organismo produz", explica. Essa hidratação é indicada principalmente a crianças e a pessoas com cútis mais sensíveis, pois não interfere na permeabilidade da pele.

Apesar de no inverno o sol estar mais ameno, está muito enganado quem pensa em guardar o filtro solar e utilizá-lo apenas no verão. "Os raios UVA são os principais responsáveis pelo fotoenvelhecimento e, no inverno, eles não diminuem sua incidência. Por esse motivo, é recomendável que todas as pessoas utilizem um bom filtro solar, em especial aqueles que fornecem uma boa proteção contra os raios UVA", esclarece.

Vale lembrar que o inverno é a melhor época para fazer tratamentos dermatológicos como os peelings químicos, que consistem em aplicações de ácidos na pele, em altas concentrações, com o objetivo de melhorar manchas, acne e suas conseqüências, rugas etc. De acordo com Carla, a realização desses tratamentos é mais aconselhável nessa estação porque o sol está mais fraco e, conseqüentemente, as pessoas se expõem menos a ele. Com isso, diminuem-se os riscos de complicações nesse tipo de procedimento.

* Carla Albuquerque é especialista em Dermatologia e Cosmiatria pela Sociedade Brasileira de Dermatologia. Formada pela Santa Casa de São Paulo, atende em consultório particular na Rua Dr. Alceu de Campos Rodrigues, 275, cj. 41/42/44, Itaim Bibi, São Paulo - SP.

161 anos de Homeopatia no Brasil

postado em 18 de nov de 2018 16:25 por ANA PAULA LOPES VIEIRA PAIVA   [ 30 de nov de 2018 17:21 atualizado‎(s)‎ ]

No final do século 18, o médico alemão Hahnemann publicou seu primeiro artigo falando de uma nova forma de tratamento das doenças, ou melhor, dos doentes. Esse novo tratamento propunha algumas coisas até então inéditas na prática da medicina, além de muito polêmicas. Após anos de pesquisa, tendo partido da observação de que alguns pacientes acabavam morrendo em decorrência dos tratamentos médicos tradicionais, o médico descobriu que algumas substâncias da natureza tinham o poder de curar os mesmos sintomas que eram capazes de produzir (lei dos semelhantes). Estava lançado um dos princípios da homeopatia.

A homeopatia que hoje conhecemos começou aí, há mais de dois séculos, portanto. Ela é calcada em quatro princípios básicos, a saber:

  • a lei dos semelhantes: já citada acima;
  • experimentação no homem são: segundo a homeopatia, não existem doenças, mas indivíduos doentes, ou seja, em desequilíbrio; uma doença se manifesta não apenas por sinais objetivos, mas também subjetivos, por isto torna-se necessário que os experimentos sejam feitos em pessoas sãs, que podem falar destes sinais subjetivos, diferente do que aconteceria se os experimentos fossem realizados em animais.
  • doses mínimas e dinamizadas: durante as pesquisas, nosso ilustre médico verificou que quanto mais diluídas e dinamizadas as substâncias fossem, maior o seu poder curativo;
  • medicamento único: Hahnemann recomendava que fosse usado um único medicamento de cada vez, aquele que abrangesse o maior número possível de sintomas do paciente, tendência esta contestada atualmente por muito homeopatas, que preferem usar medicamentos diferentes, por grupos de sintomas.

Em 1979 a Homeopatia foi reconhecida no Brasil como especialidade médica, e não mais como uma Medicina Alternativa, pela Associação Médica Brasileira, fato que se repetiu em 1980, no Conselho Federal deMedicina. A partir de então, determinou-se por lei que um médico, para ser considerado homeopata, deveria fazer um curso de especialização de três anos, dado como pós-graduação por órgãos reconhecidos pelo MEC e pela AMHN(Associação Médica Homeopática Brasileira). Vale ressaltar aqui que algumas práticas de Medicina Alternativa, como Terapia de Florais, Cromoterapia, Aromaterapia e Medicina Ortomolecular, não são Homeopatia, ainda que tenham seus efeitos benéficos comprovados.

Ao contrário do que se pode pensar, nem só de plantas vivem os remédios homeopáticos, mas também dos reinos Animal e Vegetal. Essa é uma das crenças arraigadas, bem como a que reza ser lento o efeito da medicação, o que não é verdade. Lenta pode ser a resposta do corpo, pois ele deverá mudar um padrão energético já estabelecido. Por exemplo, uma simples verruga na pele significa um desequilíbrio. Removê-la não remove o desequilíbrio que a causou, apenas o disfarça, e ele pode se manifestar mais tarde de inúmeras outras formas, mais graves até. A homeopatia irá reequilibrar o organismo e mudar um padrão que se estabeleceu muitas vezes há tempos. Esta mudança obviamente não é rápida.

Da mesma forma a consulta com um homeopata é completamente diferente das consultas médicas tradicionais. É necessário que o médico conheça seu paciente em profundidade para encontrar o medicamento que melhor se adapte a ele; para isto precisa saber tudo da pessoa em questão, sua infância, sua adolescência, seus medos, anseios, culpas, rotina de vida. Quanto mais detalhes ele tiver do paciente, mais próximo estará de encontrar o tal medicamento pessoal. Por isto as consultas demoram, às vezes, horas e as perguntas do médico parecem tão improváveis. Aliás, a procura por um homeopata deveria se dar não apenas quando há uma doença instalada, mas desde quando ocorrerem mudanças perceptíveis no bem estar do paciente, como excesso de calor e de frio, desejo ou aversão expressivos por algum alimento ou ainda pesadelos constantes.

Alguns cuidados também deverão partir do próprio paciente. Os medicamentos devem ser devidamente armazenados, longe de fontes eletro-magnéticas, produtos canforados, calor e umidade. Sejam líquidos, comprimdos ou pós, nunca devem ser deixados dentro do carro, por exemplo, nem próximos a odores fortes, como perfumes. Além disso, o paciente deverá desenvolver o hábito de se auto-observar muito, o que, de quebra, lhe renderá maior autoconhecimento. Os benefícios, enfim, são tantos que é quase inacreditável que ela só tenha sido reconhecida nos anos 80. Agora que foi, sorte nossa, que podemos usufruir de todos eles.

50% dos homens terão calvície

postado em 16 de nov de 2018 15:08 por ANA PAULA LOPES VIEIRA PAIVA   [ 30 de nov de 2018 17:22 atualizado‎(s)‎ ]

O que é a calvície?

De acordo com a Organização Mundial de Saúde, a calvície atinge 50% dos homens com até cinquenta anos, e ao menos 30% dos que têm entre vinte a trinta anos.

A calvície é um processo fisiológico que tem início com a chamada miniaturização dos fios, que se tornam mais finos, e o bulbo capilar perde força, e em determinado momento, morre.

Calvície em mulheres

Apesar da calvície ser mais comum entre os homens, ela também afeta mulheres. A calvície feminina é mais difícil de ser tratada e nem todos casos são solucionados por meio de transplante capilar, haja vista o grau de complexidade dos quadros de forma geral.

Causas da queda de cabelo

Os fatores mais comuns são o genético e o hormonal. Grande parte das pessoas herda o gene do lado familiar materno, mas há também influência da herança paterna. Porém, nem sempre um filho de pai careca terá o mesmo fim. Embora exista uma maior predisposição, não é possível afirmar com total certeza que, nessas condições, o indivíduo desenvolverá a doença, que é estimulada pela ação de um derivado da testosterona (hormônio responsável pelos caracteres masculinos).

Além dos fatores genéticos, há cerca de 100 doenças que podem provocar perda capilar, como as autoimunes, com destaque para a alopecia areata.

Eventos estressantes, como realização de cirurgias e preparação para provas também podem aumentar a perda de cabelo, que, geralmente, depois se recupera espontaneamente.

Primeiros sinais da calvície

No homem, geralmente a primeira área a ser atingida pela calvície é a posterior do couro cabeludo, gerando as famosas entradas. Assim, o indivíduo começa a apresentar pequenos sulcos que são ampliados gradativamente.

A idade de manifestação da calvície é variável, alguns exibem o transtorno já aos 17 anos, por exemplo. O importante é procurar um especialista na fase inicial da doença, isso porque há remédios que retardam-na.

Além disso, o vertex (coroa) é uma área que tem naturalmente menor quantidade de cabelo – de 25% a 30%.

Recuperação do cabelo após quimioterapia

A quimioterapia atrapalha a mitose, reduzindo a multiplicação das células, por isso afeta os cabelos, porém, nesse caso o processo de perda capilar pode ser revertido.

Tratamentos para alopecia

A maior queixa dos pacientes em relação à calvície se refere à diminuição da autoestima, que geralmente aumenta com a recuperação dos cabelos.

Assim que o indivíduo começar a perceber a rarefação capilar, ele deve procurar um especialista. Existem alguns casos de perda de cabelo que não se devem a fatores genéticos e hormonais. E, para cada tipo de alopecia existe um tratamento diferente.

Finasterida

O uso de medicamentos para tratar a calvície é extremamente importante. Quanto mais jovem o paciente, mais relevante será a ação dos remédios em evitar a evolução da calvície, a Finasterida é o principal deles.

Existem muitos mitos relacionados às reações adversas provocadas por ela, que quando bem indicada, proporciona muitos benefícios.

Nos Estados Unidos, foi feito um estudo que durou vários anos. Entre os pacientes que usaram Finasterida, a evolução do grau de calvície – que vai de um a sete – foi de, no máximo um. Assim, no decorrer de dez anos, quem tinha calvície de grau dois, por exemplo, evoluiu, no máximo, para o três. Enquanto isso, os que não utilizaram Finasterida não conseguiram limitar a ação da calvície, que em grande parte dos casos atingiu os graus seis e sete.

Finasterida funciona?

No que tange aos remédios para queda de cabelo, principalmente a Finasterida, a estabilização da calvície e a apresentação de bons resultados é lenta. Geralmente, só se começa a notar alguma diferença a partir de três meses de utilização do medicamento, cujo pico da ação ocorre depois de dozes meses.

O uso dos remédios é indicado até que a calvície estabilize, o que tende a ocorrer por volta dos cinquenta a cinquenta e cinco anos. Neste momento, os medicamentos começam a perder importância.

Escova a laser para calvície

Além do tratamento medicamentoso, existem escovas a laser americanas que já foram testadas contra a calvície, e por isso são confiáveis para a laser terapia.

PRP

No tratamento chamado plasma rico em plaquetas (PRP), o plasma (retirado do próprio sangue) é aplicado nas áreas calvas, promovendo a liberação de fatores de crescimento e o aumento da quantidade de fios.

Implante capilar

Se um indivíduo com idade entre 17 e 20 anos for submetido ao transplante capilar, existe uma grande chance de, no futuro, ele ter que repetir a cirurgia, uma vez que a calvície ainda poderá evoluir. Por isso durante a juventude do paciente dá-se preferência pelo tratamento medicamentoso, e com o passar do tempo pode-se optar pelo implante capilar.

Shampoo para calvície

Existem vários shampoos desenvolvidos para tratar a calvície, e para isso alguns médicos até receitam óleo de coco. Todavia, ainda não há comprovação científica da eficácia desses produtos.

Casos de Otite aumentam 70% durante o verão

postado em 16 de nov de 2018 14:15 por ANA PAULA LOPES VIEIRA PAIVA   [ 30 de nov de 2018 17:23 atualizado‎(s)‎ ]

Calor e umidade excessiva são as principais causas de inflamações e infecções de ouvido nesta época do ano

A umidade constante no canal externo do ouvido, comum durante o verão, quando aumenta a freqüência à piscina e praia, pode favorecer uma inflamação, a otite externa. A incidência da otite externa é 70% maior durante o verão. Segundo o presidente da Sociedade Brasileira de Otorrinolaringologia, Luc Weckx, a água pode remover a cera que protege o canal. Dor, coceira, secreção e diminuição da audição são os principais sintomas. O diagnóstico é por exame do canal e o tratamento incluiu limpeza cuidadosa.

O que é otite externa?

A otite externa é um tipo de infecção que acomete o canal externo do ouvido. Por ser ele quente, úmido e escuro, pode facilmente inflamar-se ou infectar-se com fungos ou bactérias.

Embora qualquer pessoa possa desenvolver uma otite externa, ela é mais comum em nadadores ou pessoas que freqüentam piscinas ou tomam banho de mar, daí ser muito mais comum no verão.

O que causa a otite externa?

Diversas causas podem levar à otite externa:

  • se você nada com freqüência ou costuma lavar os ouvidos no banho, a água pode remover a cera que protege o canal externo do ouvido, tornando-o mais propenso a inflamações/infecções.
  • trauma no canal externo do ouvido, como o uso de cotonetes, objetos ou o próprio dedo.
  • falta de cera no canal externo do ouvido.
  • viver em ambientes quentes e úmidos.
  • outras condições de pele, como eczema, psoríase e outras dermatites.

Quais os sintomas da otite externa?

  • dor de ouvido, que piora quando a orelha é pressionada ou puxada.
  • coceira no canal externo do ouvido.
  • saída de secreção do canal externo do ouvido.
  • inchaço do canal externo do ouvido.
  • diminuição da audição (ouvido tampado).

Como é feito o diagnóstico da otite externa?

O exame do ouvido geralmente revela um canal externo inchado e vermelho, podendo ter secreção em seu interior. A dor intensifica-se quando se manipula a orelha. Estes achados, juntamente com os sintomas descritos acima, permitem ao médico fazer o diagnóstico de otite externa.

Como a otite externa é tratada?

  • o tratamento inclui uma limpeza cuidadosa do canal externo do ouvido.
  • o médico poderá fazer um curativo no canal externo do ouvido.
  • habitualmente são receitadas gotas para serem pingadas no canal externo do ouvido e antiinflamatórios e/ou analgésicos. Eventualmente podem ser utilizados antibióticos. Os sintomas geralmente melhoram em 2 ou 3 dias.
  • deve-se evitar ao máximo a entrada de água, xampu, sabão ou outros agentes irritantes no canal externo do ouvido durante o período de infecção e inflamação. O ideal é evitar nadar e mergulhar por 2 ou 3 semanas após a cura da otite externa.
  • nunca pingue nada no ouvido além dos remédios recomendados pelo seu médico.

Como a otite externa pode ser prevenida?

  • seque bem os seus ouvidos após nadar e mergulhar ou após o banho, com uma toalha apenas. Você poderá ajudar a água escorrer para fora do canal externo do ouvido inclinando a cabeça para ambos os lados e tracionando gentilmente a orelha em diferentes direções. Eventualmente um secador de cabelos poderá ser usado a uma distância segura da orelha, com a menor velocidade e calor. Isso também pode ser feito com a utilização de algumas gotas de álcool caseiro.
  • evite nadar e mergulhar em águas poluídas.
  • nunca introduza objetos (cotonetes, lápis, etc) no canal externo do ouvido. Isto somente traumatizará a delicada pele que o reveste, levando a uma possível inflamação e infecção. As glândulas da pele do canal externo do ouvido produzem cerume (cera), que o protege e diminui a possibilidade de crescimento de bactérias ou fungos. Esta cera é necessária e não deve ser removida.
  • se você acha que tem cera atrapalhando a audição, procure um otorrinolaringologista para certificar-se disso. A lavagem de ouvidos só deve ser realizada por otorrinolaringologista.
  • proteja o canal externo do ouvido com algodão antes de usar algum spray ou tinturas para o cabelo.
  • se tiver otite externa recorrente, proteger os ouvidos com algodão embebido em óleo de amêndoas.
  • é recomendável o uso de protetores auriculares para os nadadores com otite externa recorrente.
  • procure sempre um otorrinolaringologista quando tiver dor de ouvido. Existem outras doenças que podem estar associadas à otite externa e somente um especialista poderá orientá-lo adequadamente.

Fonte: Prof. Dr. Luc Louis Maurice Weckx, presidente da Sociedade Brasileira de Otorrinolaringologia. F: (11) 5052.9515.

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