|
Educação
Financeira já é realidade em muitas escolas brasileiras

O
Banco Mundial estima investir 50 milhões de dólares
em projetos de educação financeira em vários
lugares do mundo. Uma parte dos recursos vai para oito países
de baixa renda, entre eles o Brasil, que é o único
a ter projetos formais voltados para inclusão da educação
financeira nas escolas.
Pensando nisso o Instituto DSOP de Educação Financeira
já utiliza a primeira coleção didática
de educação financeira para todos os ciclos do Ensino
Básico Infantil, Fundamental I e II, e Médio.
O material didático já é usado por mais de
50 escolas em todo o país.
Essas escolas se anteciparam à Estratégia Nacional
de Educação Financeira (ENEF), iniciativa do governo
federal que está testando a aplicação desse
conhecimento a estudantes do Ensino Médio em escolas públicas,
e à Lei 171/09 que tramita no Senado, estabelecendo a obrigatoriedade
da educação financeira em escolas públicas
e privadas.
Embora o Brasil esteja em um momento diferenciado daqueles países
que estão vivenciando os efeitos de uma crise econômica,
preocupa o fato de muitas famílias estarem endividadas.
A falta de repertório e habilidade para lidar com as finanças
leva as pessoas a não controlarem os gastos, não
planejar o futuro nem a aposentaria. Elas também pagam
juros mais altos, têm menos bens e são mais inadimplentes.
Fatores que alertam para a necessidade de inserir a educação
financeira o mais cedo possível na vida das pessoas.
E como muitos adultos não receberam orientação
financeira de forma consistente encontram dificuldade em transferir
esse conhecimento para os filhos. Por isso, as escolas terão
papel de destaque em mais esse ensinamento fundamental para o
desenvolvimento da sociedade.
Mas não é só repertório matemático-financeiro
que é necessário para honrar compromissos, realizar
sonhos e planejar o futuro. O diferencial da Coleção
DSOP de Educação Financeira é que além
de oferecer conhecimento técnico, a metodologia tem uma
abordagem comportamental, que trabalha, simultaneamente, capacidades
cognitivas, afetivas e sociais, indo além do enfoque estritamente
matemático, geralmente dado ao assunto, diz Reinaldo
Domingos, presidente do Instituto DSOP de Educação
Financeira.
O conteúdo dos 15 livros que compõem a Coleção
foi pedagogicamente adaptado para diferentes faixas etárias,
para que o aprendizado aconteça de forma lúdica
e prazerosa, e em consonância com experiências práticas
na vida do aluno. A metodologia é transferida aos professores
por meio de cursos e palestras de capacitação.
As experiências relatadas pelas escolas que usam o material
há cerca de um ano apontam benefícios não
somente para os alunos que têm apresentado uma postura
diferente de consumo como deixar de esbanjar os gastos, por exemplo.
Os pais, que são estimulados a envolver os filhos nas decisões
dos gastos familiares, promovendo negociações entre
eles, também são reeducados financeiramente, e os
professores, que têm incorporado os ensinamentos no gerenciamento
de seus recursos, já promovem mudanças importantes
em suas finanças.
06
de fevereiro de 2012
|