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Alunos
com renda familiar abaixo de três salários mínimos
são minoria nas IES brasileiras

Segundo dados divulgados
pelo IBGE na Pnad 2004 (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios),
50,1% da população brasileira estão na faixa de
renda de até 3 salários mínimos. Entretanto, as
estatísticas da Educação Superior do Inep demonstram
que, nas IES públicas, essa mesma faixa de renda está
representada por 26,5% dos alunos matriculados e nas IES privadas por
12,9%.
Essa discrepância
também é observada entre os que têm renda familiar
superior a dez salários mínimos; contudo, de maneira inversa.
Embora esse grupo represente 11,8% da sociedade brasileira, nas IES
públicas os alunos com essa faixa de renda concentram 29% das
matrículas. E nas IES privadas essa taxa de participação
ainda é maior: 41,6%.
Veja gráficos
1 e 2.
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| Gráfico
1 - Renda familiar no campus e na sociedade - até
3 salários mínimos |
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| Gráfico
2 - Renda familiar no campus e na sociedade - mais de 10
salários mínimos |
Renda familiar
tem influência na trajetória de alunos na educação
superior
As estatísticas da educação superior brasileira,
elaboradas pelo Inep, revelam que, enquanto 73,9% dos ingressantes possuem
renda familiar de até 10 salários mínimos, entre
os concluintes essa faixa de renda é representada por 26,1%.
Esses percentuais são ainda mais significativos quando verifica-se
que os alunos com renda familiar acima de 10 salários são
26,1% dos ingressantes e 36,4% dos concluintes. Ou seja, a renda familiar
tem influência direta na trajetória dos alunos até
que estes consigam concluir os cursos superiores.
Veja gráficos
3 e 4.
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| Gráfico
3 - Renda familiar de até 10 salários mínimos
entre ingressantes e concluintes nas IES brasileiras |
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| Gráfico
4 - Renda familiar maior que 10 salários mínimos entre
ingressantes e concluintes nas IES brasileiras |
Sucesso de alunos
com baixa renda é maior nas IES públicas
Os dados coletados por meio do questionário socioeconômico
respondido pelos participantes do Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes
(Enade) em anos anteriores revelam que, nas IES públicas, o percentual
de estudantes concluintes oriundos de famílias com rendas de
até 3 salários é apenas 3 pontos menor que o de
ingressantes, mas chega a 8,2 pontos nas IES privadas. Já entre
os alunos com renda familiar acima de 10 salários mínimos,
o percentual de concluintes é dois pontos superior ao de ingressantes
nas IES públicas e alcança 11 pontos a mais de diferença
nas IES privadas.
Veja gráficos
5 e 6.
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| Gráfico
5 - Renda familiar de até 3 salários mínimos
entre ingressantes e concluintes das IES brasileiras, por categoria
administrativa |
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| Gráfico
6 - Renda familiar maior que 10 salários mínimos entre
ingressantes e concluintes das IES brasileiras, por categoria administrativa |
Escolaridade
dos pais também influi no sucesso dos filhos na educação
superior
Os questionários socioeconômicos preenchidos pelos alunos
da educação superior brasileira que já fizeram
o Enade nos anos de 2004 e 2005 demonstram que o sucesso em concluir
os cursos universitários é maior entre aqueles cujos pais
possuem escolaridade superior. O percentual de ingressantes com pais
sem escolaridade ou que, no máximo, cursaram o ensino fundamental
é de 40,3%, mais cai para 36,7% entre os concluintes. Já
os alunos com pais que fizeram cursos superiores são 26,8% dos
ingressantes e crescem para 32,1% dos concluintes.
Veja gráficos
7 e 8.
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| Gráfico
7 - Percentual de estudantes nas IES brasileira cujos pais possuem
escolaridade superior |
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| Gráfico
8 - Percentual de estudantes nas IES brasileiras com pais sem escolaridade
ou que cursaram até o ensino fundamental |
Há mais
alunos cujos pais possuem escolaridade superior nas IES públicas
De acordo com as estatísticas pelos questiona´rios citados
acima, os alunos cujos pais possuem escolaridade superior representam
36,6% dos ingressantes e concluintes nas IES públicas. Porém,
nas IES privadas, essa taxa cai para 23,3%.
Veja gráfico
9.
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| Gráfico
9 - Alunos nas IES cujos pais têm escolaridade superior |
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