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Censo
Escolar 2005

Os ministros da Saúde e da Educação, ao lado de
representantes da Unesco e Unicef, divulgaram dia 09/12 os resultados
de um levantamento sobre saúde incluído no Censo Escolar
2005. Pela primeira vez, o Censo traz informações sobre
ações de prevenção das DST/Aids realizadas
em escolas de educação básica (ensino infantil,
fundamental e médio). Do total de escolas que responderam ao
questionário do estudo, foi constatado que o tema "drogas"
foi o mais abordado, com 71% de escolas realizando trabalhos nessa área.
Em seguida, os temas mais abordados foram "DST/Aids" (60,4%),
gravidez na adolescência (52%) e "saúde sexual e reprodutiva"
(45%).
Os questionários
do estudo foram respondidos por 161.679 escolas (78% do total das 207.214
escolas cadastradas no Censo). Dessas, 99% das escolas de ensino médio
e 95% as escolas de ensino fundamental afirmaram trabalhar algum tema
relacionado à promoção da saúde e educação
preventiva. O resultado apresentado pelo estudo reforça o que
a pesquisa do comportamento sexual do brasileiro (divulgada nesta sexta)
mostrou: a escola é o segundo lugar mais apontado pelos jovens
para obter informações sobre aids. Em primeiro vem a família
e em terceiro, a TV.
Ações
A partir das respostas foi possível conhecer as ações
realizadas nas escolas de ensino fundamental e médio relacionadas
às DST/Aids (68,3% delas fazem atividades nesse campo), saúde
sexual e reprodutiva (50,9%), gravidez na adolescência (59,3%),
drogas (80%) e outros temas (63%). Novamente, o tema drogas foi o mais
abordado nas escolas. Se for separado por categoria de ensino, nota-se
que o tema DST/aids é mais abordado nas escolas de ensino médio,
onde 96% realiza atividades relacionadas ao tema, enquanto no ensino
fundamental esse percentual é de 67,8%.
Responsável
A maioria das escolas tem o professor como responsável pelas
atividades relacionadas às DST/Aids. Os professores capacitados
para fazer tal atividade correspondem a 43% do total pesquisado e os
não capacitados são 35% do todo. Profissionais de saúde
de nível superior também participam das atividades em
36% das escolas, assim como os profissionais de saúde de nível
médio (18%), membros de Organizações da Sociedade
Civil (8%) e outros profissionais (19%). A educação entre
pares, feita por jovens multiplicadores, tem o menor percentual, correspondendo
a 6% do total.
Abordagem
A maioria das 97,6 mil escolas que trabalham o tema DST/Aids optou por
inserir o assunto em conteúdos das disciplinas (81%) ou por meio
de palestras (71%). A distribuição de materiais educativos
é feita em 38% e 25% trabalham o tema em feira de ciências.
Entre as escolas que trabalham com DST/Aids, 9,2 mil disponibilizam
preservativos, representando 9% dessas escolas. Em 2004, 1,5 milhão
de preservativos foram distribuídos para escolas. Este ano, o
número foi quatro vezes maior - 6 milhões de unidades.
Freqüência
Das 97,6
mil escolas que trabalham o tema DST/Aids, o mais comum é a realização
dessas atividades semestralmente, com 45% da proporção
de escolas. O restante afirmou desenvolver atividades mensalmente (29,7%),
anualmente (20%) ou semanalmente (5,5%).
O Censo Escolar
é realizado anualmente em escolas públicas e privadas
do País pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais
Anísio Teixeira (Inep/MEC), em parceria com as secretarias estaduais
e municipais de Educação. A partir desses dados, será
possível formular políticas públicas e definir
repasses de recursos.
Histórico
Desde 1995, quando foi criado o Projeto Escolas, o Governo Federal promove
ações relacionadas às DST/Aids em escolas. Em 2003,
foi lançado o projeto Saúde e Prevenção
nas Escolas, uma estratégia articulada entre os ministérios
de Saúde e Educação que leva para o espaço
escolar a discussão sobre educação preventiva e
promoção à saúde, com oferta de preservativos.
A ação inicialmente era voltada para adolescentes e jovens
de escolas públicas, com idade entre 13 e 24 anos. Desde março
de 2005 a estratégia foi estendida para estudantes a partir dos
10 anos, com a diferença que essa faixa etária só
está inserida nas ações educativas e estratégias
específicas para a faixa etária. O projeto piloto começou
em agosto de 2003 em 84 escolas de seis municípios brasileiros.
A meta é que em 2007 toda a rede de ensino de educação
básica trabalhe com promoção à saúde
e saúde preventiva.
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