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Ministério
lança Escola de Todos
O Ministério
da Educação, com o programa Escola de Todos, deu
início, ano passado, a um mutirão nacional para cadastrar
cerca de 1,5 milhão de crianças de 7 a 14 anos que estão
fora da escola. Esse número representa 5,5% do contingente com
idade para freqüentar o ensino fundamental, considerado um direito
universal.
Os dados fazem parte do Mapa da Exclusão Educacional,
elaborado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais
(Inep/MEC). O trabalho foi elaborado a partir de informações
do Censo Demográfico de 2000, do Instituto Brasileiro de Geografia
e Estatísticas (IBGE), para subsidiar as políticas do
Ministério da Educação e as parcerias com estados
e municípios.
O levantamento faz parte do Escola de Todos, que será
implementado por meio da Secretaria de Inclusão Educacional (Secrie/MEC).
O objetivo é cadastrar, em parceria com as prefeituras, cada
criança e sua família e identificar os motivos que a levaram
ao abandono escolar.
Exclusão
A população escolar de sete a 14 anos em 2000, segundo
o censo, era de 27.188.217 nos 5.507 municípios existentes naquela
época. Desse total, estavam fora da escola, por abandono ou por
não ter feito a matrícula, 1.495.643 crianças.
De acordo com o Mapa da Exclusão, as desigualdades regionais
têm um forte impacto na realidade educacional do País.
Enquanto nas regiões Sul e Sudeste menos de 4% das crianças
de sete a 14 anos estão fora da escola, no Norte elas representam
11,2% e, no Nordeste, 7,1% da população de cada região
nessa faixa etária. No Centro-Oeste, 4,5% das crianças
não freqüentam a sala de aula.
Os principais exemplos de exclusão são Amazonas e Acre,
com mais de 16% das crianças entre sete a 14 anos fora da escola.
Os mais baixos índices estão no Distrito Federal e no
Rio Grande do Sul - 2,38% e 2,71%, respectivamente.
Do total de crianças fora da escola no País, 41% (615
mil) vivem na região Nordeste e 25% (386 mil), no Sudeste. O
maior contingente está no estado de São Paulo. São
168 mil, que correspondem a 11,3% dos excluídos do sistema de
ensino brasileiro. Em outros quatro estados, a quantidade de alunos
de sete a 14 anos sem acesso à educação está
acima 100 mil: Bahia (159.580), Pará (119.974), Minas Gerais
(116.050) e Pernambuco (107.116).
Para enfrentar o problema da exclusão nessa faixa etária,
para a qual a educação é gratuita e obrigatória,
o Ministério da Educação lançou o Escola
de Todos, que tem o objetivo de levar e manter todas as crianças
na escola. Uma vez identificada cada criança, o programa deu
início às ações de inclusão educacional.
Um dos instrumentos é o programa Bolsa-Família,
ao qual se agregam outros programas da Secrie e das demais áreas
sociais do Governo Federal.
A Secrie concluiu, ano passado, o treinamento de 25 mil pessoas, as
quais irão de casa em casa para identificar as crianças.
O trabalho contará com a colaboração de agentes
de saúde. Um teste para avaliar a melhor forma de identificar
as crianças e famílias foi realizado em Orobó,
município pernambucano de 22.610 habitantes. Técnicos
do Inep e da Secrie constataram que das 247 crianças que não
estavam na escola em 2000, 120 continuam fora dela neste ano. Esse mesmo
trabalho foi executado nos 100 municípios abrangidos pelo programa
Fome Zero e nos 35 da Escola Ideal. Assim começou
o Escola de Todos.
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