O que nos mostra o Provão?

Leia MaisO que nos mostra o Provão?

Leia MaisEscolaridade dos pais impacta no desempenho
Leia MaisFederais concentram os melhores conceitos Leia MaisAcesso à biblioteca e uso de computador também interferem na nota
Leia MaisAlunos com menor renda familiar estão nas instituições públicas Leia MaisDivulgação dos resultados será por ordem alfabética

 


O que nos mostra o Provão?

Das 26 áreas do conhecimento que participaram do Exame Nacional de Cursos (ENC - Provão) de 2003, apenas duas obtiveram média geral acima de 50, numa escala de zero a 100. No conjunto dos cursos de Odontologia, a nota média foi 56, e de Fonoaudiologia, 55,7. Outras cinco áreas tiveram pontuação entre 40 e 50 e as demais, abaixo de 40. A menor média foi registrada em Letras: 19,7. O resultado foi divulgado pelo Inep.

Este ano, com a finalidade de esclarecer sobre o significado dos conceitos atribuídos aos cursos, o Inep decidiu enfatizar os valores absolutos de cada área. De acordo com o relatório produzido pela Instituição, "o uso dessa nova escala não tem por objetivo propor um instrumento de classificação, mas mostrar exatamente o que está sendo dito quando se anuncia que um curso tem conceito A, B, C, D ou E".

Pela escala absoluta, os resultados do Exame, que teve a participação de 5.897 cursos, revelam que nenhum deles obteve média acima de 80. De acordo com a escala relativa, 14,5% obtiveram conceito A.

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Federais concentram os melhores conceitos

A maioria dos cursos das instituições federais de ensino superior obteve os melhores conceitos no Provão. Na totalidade dos cursos que participaram do Exame, 52,5% ficaram com conceito A ou B e 17,3%, com D ou E. Por outro lado, do conjunto dos cursos da rede privada, 19,3% alcançaram os dois mais elevados patamares e 30,9% localizam-se nos mais baixos.

De acordo com o Provão, está na Região Sul o maior índice de cursos com conceito A ou B e o menor com D ou E: 35,3% e 20,4%, respectivamente. No Norte, a situação é bastante diferente: dos cursos participantes, 11,8% obtiveram os melhores conceitos e 45%, os piores. Ficaram com conceitos A ou B 27,9% dos cursos do Sudeste, 25,1% do Nordeste e 20,3% do Centro-Oeste.
O Exame mostra, também, que os cursos dos centros tecnológicos de educação têm um elevado porcentual de conceitos A ou B, representando 44,4% do total nesse tipo de instituição. Nas universidades, 32,6% dos cursos tiveram o mesmo desempenho, e, nos centros universitários, esse índice é de 21,8%.



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Alunos com menor renda familiar estão nas instituições públicas

Nas instituições públicas, 70,8% dos formandos que participaram do Provão têm renda familiar de até R$ 2.400,00 enquanto nas particulares esse porcentual era de 58,4%. Com patamares maiores de renda, acima de R$ 2.400,00, estavam 29,1% dos estudantes de instituições públicas e 41,6% das particulares.

Com uma renda familiar de até R$ 720,00, estão 26,5% dos estudantes das instituições públicas e 12,9% das privadas. "Fica evidente que nas instituições públicas é significativamente maior o porcentual de alunos com renda familiar mais baixa e, inversamente, nas privadas é maior o porcentual de alunos com renda familiar mais alta, desfazendo uma impressão generalizada de que os filhos dos ricos estudam nas instituições públicas e os filhos dos pobres nas instituições particulares", segundo o relatório produzido pelo Inep.

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Escolaridade dos pais impacta no desempenho

A escolaridade dos pais está relacionada ao desempenho dos estudantes que estão concluindo a graduação. Esse dado é revelado por meio do cruzamento dos resultados da prova com as informações declaradas pelos formandos no questionário-pesquisa.

No grupo das 25% melhores notas no Exame, 29,9% dos alunos têm pais com o ensino superior completo. Nessa mesma faixa de desempenho, apenas 14,9% possuem pais com nenhuma escolaridade. No outro extremo, no grupo onde estão posicionadas 25% das notas mais baixas, 24,7% dos alunos têm pais com nível superior e 37% com pais sem nenhuma escolaridade.

 

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Acesso à biblioteca e uso de computador também interferem na nota


A escolaridade dos pais está relacionada ao desempenho dos estudantes que estão concluindo a graduação. Esse dado é revelado por meio do cruzamento dos resultados da prova com as informações declaradas pelos formandos no questionário-pesquisa.

No grupo das 25% melhores notas no Exame, 29,9% dos alunos têm pais com o ensino superior completo. Nessa mesma faixa de desempenho, apenas 14,9% possuem pais com nenhuma escolaridade. No outro extremo, no grupo onde estão posicionadas 25% das notas mais baixas, 24,7% dos alunos têm pais com nível superior e 37% com pais sem nenhuma escolaridade.

 

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Divulgação dos resultados será por ordem alfabética

Este ano, o Inep está publicando os resultados do Provão em ordem alfabética e não em forma de ranking, como era feito antes. "O Instituto quer sinalizar que não considera meritório o ranqueamento de cursos com base apenas no desempenho dos alunos concluintes numa prova, pois não é possível afirmar que a qualidade do desempenho dos alunos numa prova seja igual à qualidade de um curso", afirma o documento.

De acordo com o relatório do Inep, um conceito baixo no Exame pode significar, por exemplo, que o curso recebe alunos muito fracos e que, apesar dos esforços institucionais, não é possível levá-los a um desempenho comparável aos dos estudantes de estabelecimentos com vestibulares altamente competitivos e, por isso, recebem os melhores alunos. "Nesse caso, o desempenho no Provão pode ter muito pouco a ver com a titulação dos professores, a sofisticação das metodologias e técnicas de ensino, a quantidade e atualidade do acervo bibliográfico, a qualidade dos laboratórios e a 'atmosfera' acadêmica."

Mais informações podem ser obtidas no site do Inep.

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