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Educação
básica do País tem 57 milhões de estudantes

Da
creche ao ensino médio, o Brasil tem 57 milhões de alunos
matriculados. Desse total, 87% estão em escolas públicas.
O contingente de estudantes na educação básica
corresponde a quase um terço da população brasileira.
É o que mostram os dados preliminares do Censo Escolar 2003,
realizado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais
Anísio Teixeira (Inep/MEC), em parceria com as secretarias estaduais
e municipais de educação, e divulgados dia 1º de
setembro.
Os resultados do
Censo Escolar 2003 mantêm tendências evidenciadas em anos
anteriores: a matrícula no ensino fundamental mantém-se
praticamente estável, há uma expansão do número
de alunos do ensino médio, da educação infantil
e da educação de jovens e adultos e um acelerado avanço
do processo de inclusão de estudantes com necessidades educativas
especiais em classes comuns.
Realizado anualmente,
o Censo envolveu, durante o processo de coleta dos dados, 212 mil escolas
públicas e privadas. No ensino fundamental, o levantamento registrou
34,7 milhões de matrículas, um decréscimo de 1,2%
em relação ao ano passado. O ensino médio, com
9,1 milhões de estudantes, teve uma expansão de 4,8%.
Com um aumento de 3%, o número de alunos na educação
infantil, que reúne creche e pré-escola, chegou a 6,4
milhões.
Os números preliminares do Censo Escolar 2003 foram publicados
na última sexta-feira (29/8), no Diário Oficial da União.
A partir dessa data, as secretarias de educação estaduais,
municipais e do Distrito Federal terão até o dia 30 de
setembro para apresentar recursos para retificação dos
dados publicados. Este ano, o Inep também enviou aos dirigentes
educacionais uma cartilha com orientações para o encaminhamento
dos pedidos de alteração.
Os dados subsidiam uma série de políticas educacionais
do setor público e a distribuição de recursos para
a implementação de projetos. Programas como o Fundo de
Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de
Valorização do Magistério (Fundef), Merenda Escolar,
Livro Didático e Dinheiro Direto na Escola baseiam-se nos dados
do Censo Escolar. Os Ministérios da Saúde e do Esporte
também utilizam os dados do levantamento para a execução
de projetos próprios.
Processo de inclusão
na educação especial mantém ritmo acelerado
No Brasil, de cada cem estudantes com necessidades educativas especiais,
29 estudam com os demais alunos em classes comuns do ensino regular
e 71 estão matriculados em escolas especializadas ou classes
especiais. Em 2002, a educação inclusiva representava
24% das matrículas da educação especial e, em 1998,
quando teve início a coleta sobre essa modalidade de ensino,
equivalia a 15% do total.
De acordo com o Censo Escolar, a matrícula dos estudantes com
necessidades especiais em classes comuns aumentou 30,6% em relação
ao ano passado e totaliza 144.583 alunos. O número de estudantes
em escolas ou classes exclusivamente especiais cresceu 6,2% e agora
soma 358.987 alunos. As necessidades especiais consideradas no levantamento
são: visual, auditiva, física, mental, múltipla,
superdotados, portadores de condutas típicas e outras classificações
adotadas pelas próprias escolas.
Em Minas Gerais ocorreu a maior inclusão de alunos com necessidades
educativas especiais em classes comuns. De 2002 para este ano, 7,8 mil
passaram a freqüentar as mesmas turmas dos estudantes do ensino
regular. Em percentual, o crescimento mais elevado foi registrado no
Acre: 264%. A educação inclusiva no estado passou de 94
para 342 alunos.
Atendimento por
transporte escolar na zona rural cresce 4%
Aumentou em 4% a quantidade de alunos da zona rural atendidos pelo transporte
escolar mantido pelos estados e municípios. Este ano, 4,1 milhões
de estudantes das redes públicas e privadas foram beneficiados
com o programa. É a segunda vez que o Inep faz o levantamento
sobre transporte escolar. A maioria do atendimento é feita pelo
poder público municipal, que transporta 3,5 milhões (86,7%)
dos alunos.
Inep desenvolve
ações para melhorar qualidade dos dados e reduzir custos
O Inep implementou novas ações no sentido de melhorar
a qualidade e a fidedignidade das informações declaradas
ao Censo Escolar, pois os seus resultados são base única
de informação para programas do Ministério da Educação,
dos estados e dos municípios.
Este ano foram realizadas visitas in loco para apurar denúncias
de supostas irregularidades ocorridas no Censo Escolar. Além
disso, foi produzida uma cartilha, que será encaminhada aos municípios
juntamente com os resultados preliminares do levantamento. A publicação
contém orientações necessárias para que
os dirigentes educacionais façam o correto encaminhamento das
alterações dos dados preliminares.
O Inep, também, vai firmar convênio com o IBGE, uma instituição
de excelência do Governo Federal, para realizar, no mês
de outubro, a Pesquisa de Verificação das Informações
Declaradas do Censo Escolar 2003. O trabalho envolverá uma amostra
de três mil escolas, em 300 municípios de todas as unidades
da Federação.
A pesquisa visa checar a qualidade das informações prestadas
pelas escolas. Em 2002, o custo deste trabalho foi de R$ 3,8 milhões.
Este ano, essa parceria possibilitou a redução para R$1,3
milhão, uma economia de 65% em relação ao montante
gasto no ano passado.
Essa parceria entre o Inep e IBGE poderá, ainda, permitir a unificação
de dados sociais para o embasamento das políticas públicas
educacionais. (João Luiz Mendes)
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