Retrato da escola 2003


A CNTE (Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação) acaba de publicar os dados da pesquisa Retrato da Escola 2003. Este levantamento, que procura mostrar a situação dos trabalhadores da educação básica em nosso país, ouviu pessoas de dez estados brasileiros, em todos os níveis e redes de ensino. Os estados participantes foram Tocantins, Espírito Santo, Rio Grande do Norte, Paraná, Alagoas, Mato Grosso, Piauí, Minas Gerais, Goiás e Rio Grande do Sul.

Os questionários, abordando dados pessoais, dados funcionais e aspectos relacionados ao trabalho, lazer e saúde, foram tabulados pelo Dieese, que cruzou informações e traçou hipóteses sobre a situação dos educadores. É claro que um trabalho desta natureza e desta forma executado não tem um caráter conclusivo, mas corrobora a percepção que a categoria tem de si própria.

Principais pontos
Seguem abaixo alguns dos principais dados revelados pela pesquisa.

Quanto aos dados pessoais dos educadores, foi revelado que a maioria é mulher, tem entre 25 e 59 anos, com predominância da faixa entre 40 a 59 anos, é casada ou tem um companheiro, vive em casa própria perto do centro da cidade e segue uma religião.

Dos aspectos políticos, pode-se destacar que a maioria é sindicalizada e simpatizante de algum partido político, embora não seja filiada e envolva-se pouco com movimentos sociais.

Quanto à vida funcional, concluiu-se que a maioria tem habilitação adequada ao cargo ou função que exerce, trabalha na rede estadual, tem entre 12 e 18 anos de serviço, trabalha, em média, oito horas semanais em casa e dedica de 11 a 20 horas semanais a trabalhos extras. Além disso, também ocupa-se sozinha das tarefas domésticas, cultiva o hábito da leitura, mas quase não vai ao teatro ou ao cinema.

Quando interpeladas sobre o uso de computador, a grande maioria revelou que não tem computador e, quando o tem, usa-o para fins profissionais. O acesso à internet ainda é muito restrito e igualmente limitado a fins profissionais

A avaliação da CNTE sobre o uso de computadores considera que os 48,3% dos entrevistados que declararam jamais usar o computador é um número muito alto. E é, de fato, mas sabemos que este número era ainda maior há alguns anos atrás. O crescimento pode ser lento, mas acontece.

Confira aqui o relatório na íntegra.

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