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Performance
e música em projeto andarilho para estimular a leitura entre crianças
brasileiras No Brasil, cada cidadão lê, em média, 1,5 livro ao ano, segundo dados da Câmara Brasileira do Livro. Só para se ter uma idéia, na França a média é de sete livros por habitante. Pensando em incentivar o hábito da leitura, há quatro anos um grupo de artistas aposta na Performance Cênica Musical para atrair ao mundo dos livros estudantes de 6 a 12 anos de escolas municipais. É o projeto Ler é uma viagem, coordenado pela atriz e cantora Élida Marques, que vai percorrer os Estados de São Paulo, Espírito Santo e Mato Grosso do Sul lendo histórias de um dos maiores contistas de todos os tempos, Hans Christian Andersen, com patrocínio do grupo Energias do Brasil. "A idéia surgiu do prazer de ler. Não tive uma boa educação literária porque estudei em escola pública", explica Élida. "Descobri a leitura junto com a música por causa da paixão pelo teatro". Neste ano, o Ler é uma viagem, que surgiu em 2002 com apenas três integrantes, cresceu e, além das histórias contadas e cantadas, vai produzir um DVD e distribuir livretos contando com a colaboração de artistas de reconhecimento nacional. O dramaturgo e o diretor teatral José Rubens Siqueira assessorou a pesquisa literária e cênica e traduziu alguns contos de Andersen. Para ele, o escritor dinamarquês é "talvez o mais importante autor de contos de fadas de todos os tempos. Ele criou sozinho o equivalente a toda uma tradição cultural em contos de fadas", conclui. Na direção de arte, a assinatura é da premiada artista plástica e escritora Edith Derdyk, que se inspirou em Lygia Clark para a criação de figurinos e cenário. "A idéia é criar um espaço de chão com tecidos costurados. O figurino deve ter a mesma matéria do cenário. A roupa de Élida é mutável, com uma saia colorida que podem servir de acessório de acordo com a história que é contada", explica a artista. E para favorecer ainda mais a atmosfera de sonho e encantamento, os percussionistas Nina Blauth e Pedro Ribeiro, mais o clarinetista Yuri Pinheiro, pesquisaram a sonoridade de cada história dialogando com os clássicos eruditos e a música popular brasileira. "A música está a serviço do texto. Ele é primordial", comenta Yuri. "Nós vamos usar a música tradicional brasileira como Andersen buscou o tradicional em seus contos", completa a percussionista Nina. Com início da "viagem" em abril, nas cidades do interior paulista, o projeto segue em junho para o Espírito Santo e em agosto chega a Mato Grosso do Sul. E já tem perspectivas de continuidade para o próximo ano. "A gente espera poder desenvolver grupos de leitura que aconteçam uma vez por semana e fazer também workshops com os educadores", arremata a coordenadora do Ler é uma viagem. |
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