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Fundação
Heydenreich é exemplo de como usar a informática como ferramenta
pedagógica Todo mundo sabe que as novas tecnologias precisam ser incorporadas à educação porque fazem parte do dia-a-dia das pessoas e estão presentes nas mais variadas áreas da sociedade. Porém, na escola pública, que deveria ser um dos primeiros cenários da inclusão social, infelizmente, nem todos - professores e alunos - têm amplo acesso à informática. A Fundação Heydenreich parte do princípio de que democratizar a informática não é mais uma opção e sim uma obrigação e desenvolve, desde 1999, um trabalho exemplar de inclusão digital em escolas públicas e entidades sociais na Grande São Paulo, que vem crescendo silenciosamente. Ao observar como a
informática é usada em algumas escolas particulares, a equipe
da Fundação perguntou-se: Para responder a essas questões, a Fundação Heydenreich, consultou especialistas na área e criou em 2000 um projeto piloto: o Programa Navegar é Preciso. Esse programa reúne
números impressionantes sobre inclusão digital. São
45 escolas públicas atendidas em São Paulo e Osasco, 688
educadores e seus alunos atendidos, além de 135 jovens formados
através de cursos técnicos. Seus principais objetivos são: O Programa atua em
dois projetos: Começou-se o trabalho já com a consciência de que não basta instalar microcomputadores nas escolas públicas. É preciso um trabalho constante junto aos educadores para a utilização da informática como um recurso pedagógico, usando o computador de forma significativa, de acordo com a realidade do aluno. O cuidado no relacionamento entre o educador, o computador e o aluno pode ser visto como um diferencial na atuação da Fundação em escolas públicas. Segundo o diretor executivo, Dietmar Heydenreich, "é preciso que alunos e professores extrapolem a função instrumental do computador e passem a irradiar conhecimento através dele". Para isto, computadores conectados em rede e softwares são instrumentos técnicos imprescindíveis. Mas são apenas isso, suportes técnicos às atividades a serem realizadas a partir deles". A coordenadora de projetos da Fundação, Daniella Michel, explica que "os professores da rede pública que integram as iniciativas podem ser divididos em dois grandes grupos: o primeiro, dos que estão familiarizados com os micros, mas não sabem como utilizá-los em sala de aula. O segundo, dos que nunca chegaram perto da máquina, têm medo, mas não querem (nem podem) ficar para trás". Transformar essa situação envolve mudanças na formação e valorização dos professores e a formação de uma cultura do ensino e aprendizagem através do computador. "Portanto, inclusão digital significa criar oportunidades para que os aprendizados feitos a partir dos suportes técnicos digitais possam ser empregados no cotidiano da vida e do trabalho", conclui o diretor executivo da Fundação. Já foram concluídas algumas etapas do Projeto Piloto e a Fundação se empenha neste ano na documentação de todo o processo, com um livro que deve ser publicado no final de 2004.
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