Parceria garante ensino superior de qualidade para jovens de baixa renda

 

Não é novidade que o ingresso na universidade para jovens de baixa renda é quase um sonho distante em nosso país. Para suprir a brecha que existe entre a demanda por setores como o da educação superior e a capacidade que o Estado tem de provê-la, a sociedade cria alternativas na tentativa de reverter esse quadro. É aí que surgem as parcerias entre a iniciativa pública e a privada, algumas delas com resultados significativos.

O Instituto Singularidades, instituição particular que desde 2001 atende o segmento de educação superior, formando educadores que atuam no ensino básico, uniu-se às forças do ICE (Instituto de Cidadania Empresarial) e da Prefeitura de São Paulo para dar a oportunidade a jovens moradores de favelas da cidade de São Paulo de cursarem o Normal Superior. Em três anos, estarão aptos a lidar com as exigências do segmento de Educação Infantil e Fundamental. Esses jovens fazem parte do Projeto Casulo - ONG criada em 2002, cujo objetivo principal é melhorar a qualidade de vida da população do Real Parque e Jardim Panorama, fazendo com que esses jovens se tornem agentes de transformação.

Excelência na formação
O Singularidades tem como meta estabelecer-se como um Centro de Investigação sobre a Formação Docente. Para tanto, busca estabelecer parcerias com diversos setores da sociedade a fim de enriquecer suas pesquisas nessa área. Neste sentido, tornou-se referência no meio educacional por abrigar a diversidade. “No Singularidades encontramos tanto o educador das escolas chamadas de elite, como jovens do Projeto Casulo e é essa diversidade que contribui para a nossa pesquisa”, garante a diretora do Instituto, Gisela Wajskop.

Aluna participante do Projeto Casulo, Alexsandra Neuza da Silva, de 21 anos, foi uma das escolhidas pela coordenação do projeto para freqüentar o Singularidades. Seu sorriso ao falar no assunto revela a importância de uma ação como essa na vida de alguém. “Recebi a notícia e não acreditei. Isso significou muito. Dificilmente teria condições próprias para bancar a faculdade”, conta a aluna, que já se tornou figura conhecida na comunidade. “Ando na rua e muitos me conhecem. Fui escolhida pela qualidade do trabalho que realizo no Casulo”, orgulha-se. No Singularidades, a recepção foi calorosa. “Temos um enorme prazer em contribuir para a formação desses jovens. Damos a eles o que melhor sabemos fazer: formar educadores com seriedade e qualidade”, completa Wajskop.

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