Projeto social viabiliza construção de segunda creche em Pirapora do Bom Jesus

 

Começa a funcionar esta semana a Creche Maternal Amigo Real, em Pirapora do Bom Jesus, interior de São Paulo. A creche, que atenderá cerca de 50 crianças com renda familiar de R$ 300, 00, foi construída com recursos do Amigo Real, programa de mobilização dos funcionários do Banco Real para apoio a projetos de defesa dos direitos das crianças e adolescentes.

Foram repassados cerca de R$ 120 mil reais para o Conselho Municipal da Infância e Adolescência da cidade, utilizados na construção do prédio da creche. O terreno foi doado pela prefeitura, que também se responsabilizou pela compra de material permanente (mesas, cadeiras, material escolar) e contratação de seis funcionários.

O projeto, intitulado “Centro de Tranqüilidade da Mãe Trabalhadora” surpreendeu os funcionários do Banco pela agilidade e transparência no uso dos recursos. O Conselho conseguiu adiantar em dois meses a construção do Centro, cuja inauguração estava prevista apenas para final de agosto. “São esses exemplos que nos ajudam a estimular cada vez mais funcionários a destinarem os recursos do imposto de renda para o programa Amigo Real”, afirma Laura Oltramare, Superintendente de Educação e Desenvolvimento Sustentável do Banco Real.

A presidente do Conselho da Infância e Adolescência de Pirapora, Andréa Olgado Bueno, explica que o objetivo do Centro, que recebeu o nome Creche Maternal Amigo Real em homenagem aos funcionários do Banco, é diminuir o índice de mortalidade infantil e de acidentes domésticos no município. “O município tinha apenas uma creche, a maioria das crianças cujas mães trabalham fora acabam sendo cuidadas por irmãos mais velhos, que também são crianças. Por isso, temos um índice alto de acidentes domésticos e mortalidade infantil. A creche vem suprir a necessidade do município e com certeza vamos conseguir mudar essa realidade”.

O Programa Amigo Real foi criado há dois anos pelo Banco Real com base na legislação que permite a qualquer a qualquer cidadão destinar ou doar o valor equivalente a até 6% do Imposto de Renda para Fundos Municipais da Criança e do Adolescente. No ano passado, o programa captou R$ 975 mil junto aos funcionários. Somado a isso, a organização direcionou mais R$1.370 milhão, totalizando mais de R$ 2,3 milhões. Dinheiro que está sendo usado para atender 21 projetos, beneficiando mais de seis mil crianças e adolescentes.

O Programa funciona da seguinte forma: um grupo de funcionários seleciona os municípios brasileiros com maior IES (Índice de Exlusão Social) e menor IDI (Índice de Desenvolvimento Infantil). Os Conselhos da Criança e do Adolescente desses municípios são então convidados a enviarem projetos para utilização dos recursos. Os projetos são avaliados por uma equipe de especialistas e funcionários do banco. Eles identificam os projetos onde as condições de vida e proteção dessas crianças são mais críticas e que têm mais probabilidade de serem efetivos. A partir daí, o Banco começa uma campanha para incentivar seus funcionários a participar, divulgando os projetos selecionados. Para isso, o banco cria meios que facilitem a destinação de recursos. No ano passado, por exemplo, adaptou sistema de informática e antecipou recursos financeiros. Dinheiro doado e recebido pelos conselhos, começa o acompanhamento, feito por um grupo de funcionários do Banco. O acompanhamento inclui desde capacitação dos Conselhos e entidades executoras, reuniões de resultados e visitas aos municípios. Tudo isso para garantir que os recursos estejam sendo aplicados da forma prevista e para avaliar em que medida os recursos doados propiciam uma efetiva melhoria da situação das crianças e adolescentes nos municípios apoiados.

 

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