Educadora destaca importância da presença masculina em sala de aula


Numa função onde as mulheres predominam, os poucos homens que escolhem seguir a carreira de professor têm um mercado promissor à frente. Algumas escolas já perceberam a importância de mesclar a presença feminina e masculina no corpo docente. Hoje, as mulheres ocupam 85% dos cargos de professor nas escolas brasileiras.

O desenvolvimento educacional e a sociabilização da criança ganham em qualidade e motivação com essa mescla nas salas de aula. Segundo a educadora Pnina Eva Friedlander, "a voz que alcança entonações mais fortes e a ousadia durante atividades físicas nos momentos lúdicos (fundamentais no aprendizado infantil) são algumas características dos professores homens, que tornam mais interessantes e mais ricas as aulas infantis".

Para Pnina, que também dirige o Espaço Vivavida, Escola de Educação Infantil, "ter um professor no corpo docente auxilia os alunos na construção de sua identidade sexual, ora baseando-se no modelo masculino ou feminino, ora contrapondo-se a ele". Para as crianças, diz a educadora, "a figura masculina na sala de aula as faz enxergar uma pessoa de outro sexo em funções predominantemente maternais, que elas não estão acostumadas a ver".

Com professores de ambos os sexos, a escola possibilita ao aluno aprender a reagir a cada um deles a sua maneira, diversificando e possibilitando a vivência da criança em tempo real, com continuidade, vendo que pessoas agem e reagem de diversas maneiras, se comprometem, cumprem combinados, criam e recriam brincadeiras e atividades, tanto ligadas a um estado de humor como ao sexo.

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