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Professores
estão entre os profissionais mais estressados

Para os professores,
o regresso ao trabalho não representa nada de novo. Os problemas
dos 2,3 milhões de profissionais dos ensinos médio e fundamental
do Brasil são os mesmos. Na rede pública, são ameaçados
de morte, desrespeitados e se defrontam com estupros, invasões,
uso de armas, explosão de bombas, falta de material e prédios
mal cuidados. Na rede privada a vida é mais amena, mas isso não
quer dizer que estejam livres de jornada em duas ou três escolas,
acúmulo de trabalho, cobrança de alunos e pais mal educados.
Pesquisa realizada em 14 estados brasileiros pela Unesco traça
um triste retrato da situação. Foram ouvidos cerca de
33 mil estudantes, três mil professores e dez mil pais. O estudo,
que resultou no livro Violência nas escolas, mostra que a falta
de segurança é o fator que mais aterroriza. Uma das conclusões
revela que a violência contra o professor acontece principalmente
por motivos disciplinares, notas baixas e pelo nível de exigência
imposto pelo educador. A categoria é considerada uma das mais
estressadas do País. Ocupa o quarto lugar no ranking da Internacional
Stress Management Association - Brazil; atrás apenas de policiais
e seguranças, profissionais de atendimento ao consumidor e operadores
de vôo. "O professor canaliza as angústias e a ansiedade
dos alunos. Assumem tarefas alheias as suas atribuições,
como a segurança da classe", diz a psicóloga, Ana
Maria Rossi, coordenadora do trabalho.*
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Isto É, Educação
& Cidadania, p. 48-50, 7 de Agosto - Chico Silva, Greice Rodrigues
e Rita Moraes. |
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