Quem são nossos professores?

O Fundescola divulgou em agosto, em seu boletim técnico, um perfil dos professores brasileiros. A pesquisa comprovou algumas coisas que já sabíamos e outras que podem ser novidades. Vamos aos dados:
91% dos professores são, na verdade, professoras (são mulheres);
a cada 20 mulheres ocupadas, 1 é professora. No caso dos homens, em cada 250 ocupados, 1 é professor, ou seja, são mais de 10 professoras para cada homem;
a faixa etária predominante é de 30 a 45 anos;
a média de tempo de trabalho dos professores é de 32 anos
60% dos professores são brancos, o que reflete as desigualdades raciais no país;
os professores do ensino fundamental têm o dobro da escolaridade que o conjunto de trabalhadores do Brasil. A média é de 12 anos. No entanto, esta escolaridade cresceu menos nos últimos dois anos do que cresceu a escolaridade de outros trabalhadores;
60% dos professores não tem nível superior e 6% não tem sequer educação secundária, sendo o maior índice de qualificação localizado nas regiões Sul e Sudeste;
o salário dos professores públicos cresceu 22% a mais do que o dos empregados dos setores privado, da segunda metade da década de 90 em diante;
há um professor para cada 42 brasileiros empregados;
o mercado de trabalho para professores se expandiu nas últimas décadas, com um crescimento variando entre 2,5 e 3%;
a relação quantidade de professores/quantidade de alunos vêm melhorando. Em 1979, eram 25 alunos por professor e hoje são 23. A tendência é esse número cair ainda mais à medida que melhore a qualidade da educação oferecida.

Como vimos, alguns dados são animadores e a educação tem melhorado. Ainda falta muito para chegarmos ao ponto que queremos, mas por algo teríamos de começar. E começamos.

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