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de inimizade Fonte: Agência FAPESP Três anos após Saddam Hussein ter deixado o poder, a política norte-americana para o Iraque, ao que tudo indica, não está sendo necessariamente amistosa com a população daquele país do Oriente Médio. Estudo
feito por um trio de pesquisadores norte-americanos com 2.325 iraquianos concluiu
que a xenofobia no país é uma das maiores do mundo e que nada poderá
ser construído se a democracia local continuar atrelada à presença
militar internacional. Segundo a pesquisa, publicada no periódico Perspectives on politics, assinada por Ronald Inglehart e Mark Tessler, da Universidade de Michigan, e Mansoor Moaddel, da Universidade do Leste de Michigan, os números obtidos no Iraque estão muito acima da média internacional de rejeição a britânicos e norte-americanos, que é de 16%. Além da xenofobia em alta, a pesquisa detectou dois outros ingredientes importantes para qualquer tipo de política pública que seja pensada para o Iraque. Os grupos étnicos existentes dentro do país apresentaram alto grau de solidariedade interna. Entre os curdos, por exemplo, 96% dos entrevistados afirmaram enxergar em outros curdos pessoas de boa índole. O aspecto religioso também está presente. Para 97% dos iraquianos árabes a religião foi considerada bastante importante. Apesar disso, o estudo também revelou que, entre um governo tocado com mão de ferro por um líder religioso e outro democrático, os vários grupos que vivem no Iraque prefeririam a segunda opção. |
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