Especialista derruba mitos contra silicone

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Cirurgia é simples e garante excelentes resultados Cirurgia é simples e garante excelentes resultados
Cirurgia é simples e garante excelentes resultados
Até hoje nunca ficou provado que a prótese de silicone traz reais prejuízos à saúde. Desde o início dos anos 60, as mulheres utilizam esse recurso estético para recuperar a auto-estima. Durante essas quase quatro décadas, o silicone sempre alimentou brigas judiciais, envolvendo pedidos de quantias astronômicas em indenizações, além de criar muita polêmica sobre efeitos colaterais, que, no entanto, a ciência jamais comprovou.

O cirurgião plástico Ewaldo Bolivar é especialista em próteses de silicone e explica que a cirurgia de colocação da prótese de silicone é um recurso médico importante para reconstituir seios mutilados ou melhorar o contorno estético da mulher. A tecnologia de produção das próteses, tanto nacionais quanto importadas, garante uma bolsa de silicone tolerável pelo organismo e livre de vazamentos.

Segundo ele, ao longo dos anos, a polêmica acerca do silicone médico tem servido muito mais a interesses econômicos do que científicos. E nenhuma das denúncias contra a substância foi comprovada. “Em janeiro de 1998, um jornal especializado do Canadá, publicou um estudo realizado com 200 mulheres, comprovando que não havia nenhum relacionamento do silicone com a doença do colágeno”. Ele conta, ainda, que outro estudo mostrou que as mulheres com silicone nas mamas têm 17% menos chances de ter câncer nos seios.
Ewaldo Bolívar
Ewaldo Bolívar

O cirurgião plástico acredita que o aumento da procura pela cirurgia que coloca a prótese de silicone, no Brasil, é provocada pela mídia, que divulga, com freqüência, notícias de celebridades que se submeteram ao procedimento. É algo que tem a ver com a interação dela no grupo social do qual faz parte. “Muitas pessoas acreditam que a mulher que faz a operação está preocupada em chamar a atenção dos homens. Na verdade, a maioria não está pensando necessariamente nisso. Normalmente, a última pessoa a quem a paciente vai mostrar que fez o implante da prótese é para o homem. Ela está colocando para ficar bonita para ela mesma e para a amiga, porque, ela quer fazer parte do grupo das mulheres bonitas”, afirma Bolívar.

Para ele, a prótese pode ser colocada em qualquer faixa etária, uma vez que pode ser removida ou substituída a qualquer tempo. Mas, a maior procura para fazer o implante acontece entre pessoas com idades que variam de 20 e 35 anos. Além dos fatores estéticos e a influência dos meio de comunicação, outro ponto é levado em conta: o psicológico. “A mama não está no corpo, está na cabeça. O silicone tem que satisfazer a imagem que mulher tem na cabeça sobre a estética ideal”, explica.

A operação

O método mais comum utilizado nas operações de implante de prótese de silicone é mastoplastia. É usada para corrigir mamas assimétricas, aumentar o tamanho dos seios ou reconstruí-los (mastectomia), como, por exemplo, em casos de pacientes com câncer.

A incisão pode ser feita no sulco abaixo da mama (entre o seio e o tórax), ao redor da aréola ou pela axila. Em seguida, o tecido é levantado e a pele movida para baixo, formando um bolsão. A prótese, que consiste em um gel de silicone acondicionado em saco plástico flexível, é colocada nesse bolsão ou sob o músculo peitoral.

Após a sutura, são colocadas fitas adesivas e um sutiã na paciente. É, segundo Bolívar, uma cirurgia relativamente simples, que dura em média de 30 a 90 minutos. A paciente recebe alta em 24 horas. A cicatriz é praticamente invisível e o implante não interfere na amamentação, já que a prótese é colocada abaixo do tecido mamário.

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