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Plástica
na adolescência*
Além do público feminino, a cirurgia estética está
atraindo cada vez mais o público jovem. Segundo dados da Sociedade
Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), em 2006, 15% das cirurgias
plásticas estéticas realizadas no país foram feitas
em adolescentes (entre 14 e 18 anos). Na lista dos procedimentos mais
procurados por este público estão: rinoplastia (plástica
de nariz), mamoplastia redutora (diminuição das mamas),
mamoplastia de aumento (prótese de silicone), lipoaspiração,
correção de orelhas em abano (otoplastia) e a ginecomastia
(correção do volume das mamas masculinas).
"A adolescência
é marcada por diversas mudanças físicas, psicológicas
e comportamentais que, muitas vezes, não justificam a opção
pela cirurgia. É importante destacar que a cirurgia plástica
deve ser uma opção nesta etapa da vida, em situações
em que a única solução para resolver questões
que abalam a auto-estima e o estado emocional do jovem seja realmente
a cirurgia", defende o cirurgião plástico Ruben Penteado.
"Normalmente,
a opção pela cirurgia plástica deve ser feita pelo
próprio paciente, que deve estar convicto de que a deseja, depois
de ter tentado conviver com o problema que tem ou julga ter, sem conseguir
resolvê-lo por outros meios", explica o médico. Só
que no caso dos adolescentes, essa decisão está nas mãos
de seres em formação, não de adultos. Como a adolescência
é um período de transição e mudanças
físicas e psicológicas, a responsabilidade de pais e médicos
nesta decisão do adolescente é fundamental.
Há casos em que a cirurgia plástica na adolescência
ou até mesmo na infância se faz necessária, como
o caso das orelhas em abano que podem ser corrigidas a partir dos sete
anos de idade. Mas, quando o assunto é puramente estético,
é preciso que o médico converse com os pais e, principalmente,
com o adolescente.
"A insatisfação que o adolescente relata com o próprio
corpo deve ser encarada com critérios médicos, para que
haja uma indicação precisa da cirurgia plástica.
É necessário também avaliar a maturidade física
e emocional do adolescente e informar ao paciente e aos pais os passos
da cirurgia, os riscos e as possibilidades de complicações,
bem como as restrições no período de recuperação",
diz o especialista.
Toda cirurgia envolve
riscos, seja ela feita num adolescente de 16 anos ou num adulto de 50.
Apesar disso, é importante registrar que a cirurgia plástica
em jovens exige cuidados especiais. Nessa fase, há inúmeras
mudanças hormonais e é preciso estar com o corpo totalmente
formado para se submeter a uma cirurgia.
Mesmo seguindo todas essas orientações, a avaliação
criteriosa do cirurgião plástico sempre será fundamental,
pois pode haver exceções e outras orientações
e/ou restrições.
*Centro
de Medicina Integrada
Tel: (11) 5535 0830
www.medintegrada.com.br
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