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Desmatamento
na Amazônia cai 11,7% e País cumpre a redução
assumida em Copenhagen

O desmatamento na
Amazônia atingiu os menores níveis desde 1988. A área
desmatada de agosto de 2010 a julho de 2011 foi de 6,2 mil km²
- 11,7% inferior aos 7 mil km² registrado no mesmo período
entre 2009-2010, de acordo com Prodes, sistema que monitora anualmente
o desflorestamento em áreas de até 6,25 hectares, do Instituto
Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Os números deste ano
revelam que o Brasil cumpre as metas de redução do desmatamento
assumidas na Conferência do Clima, em Copenhagen, em 2009.
Até 2020, a redução deve ser de 80% do desmatamento,
de acordo com a Política Nacional sobre Mudanças Climáticas,
aprovada pelo Congresso e sancionada pelo Executivo. Com a devastação
em queda, o objetivo agora é investir na recuperação
de áreas do bioma que já foram desmatadas e estão
abandonadas. O que está em debate hoje não é
só coibir o desmatamento, temos que avançar em relação
ao que está em regeneração na Amazônia,
disse a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira.
Cerca de 20% de toda a área já desmatada na Amazônia
são ocupadas por vegetação secundária, áreas
que se encontram em processo de regeneração avançado
ou que tiveram florestas plantadas com espécies exóticas,
de acordo com levantamento feito pelo Inpe e pela Empresa Brasileira
de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).
Estimativa - A estimativa apresentada pelo Ministério do Meio
Ambiente baseou-se na análise de 96 imagens, que cobrem 90% de
todo o desmatamento na região. E deverá ser complementada
pelo diagnóstico de mais 117 imagens restantes, necessárias
para cobrir a área de floresta na Amazônia Legal. A margem
de erro é de 10% e os números finais saem em meados de
2012.
O estudo aponta que Mato Grosso e Rondônia foram os estados que
mais desmataram no período. O Pará registrou uma redução
de quase 900 Km². Oito novos municípios entraram na lista
dos prioritários de operações de fiscalização.
Desde abril, foram feitas fiscalizações do Instituto Brasileiro
do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama),
a Polícia Federal, a Força Nacional de Segurança
e o Exército, que estancaram o crescimento medido pelo Inpe na
virada do ano.
Banco negociará crédito de carbono
A Caixa Econômica Federal e o Banco Mundial assinaram o primeiro
acordo de compra e venda de Emissões Reduzidas, junto ao fundo
Carbon Partnership Facility (CPF), para negociar créditos de
carbono no mercado global. O acordo permitirá a Caixa oferecer
financiamento para implantação de aterros sanitários,
tendo como garantia acessória do empréstimo as receitas
geradas pela Redução Certificada de Emissões (RCE),
também conhecida como crédito de carbono, lastreadas com
recursos do CPF. Na ocasião, também foi assinado acordo
de empréstimo de US$ 50 milhões para aplicação
em projetos de resíduos sólidos urbanos e financiamento
de carbono.
Pela parceria, além de disponibilizar recursos para redução
dos principais impactos sociais e ambientais, a Caixa passa também
a fomentar operações de financiamento, por meio das receitas
de crédito de carbono, e estimular o segmento de Resíduos
Sólidos Urbanos, já que, para se obter a garantia do crédito,
será necessária a preparação e entrega de
projetos de Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL).
Fonte:
Secom - Presidência da República
19 de janeiro de 2012
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