|
Projeto
de educação ambiental promove reciclagem e reflorestamento
na USP A iniciativa, que este ano celebra uma década de atividades, foi instituída em 1994, com a coleta seletiva do papel, material que compõe 70% de todo descarte produzido no campus. Atualmente, a cada mês, 15 toneladas do material deixam de ser inutilizadas e são recolhidas e vendidas por R$2.400,00, que garantem o pagamento de dois dos três funcionários encarregados da separação. Mas o programa vai muito além desse trabalho. A coordenadora-executiva, Regina Carvalho, explica que o objetivo é constituir valores e contribuir para a revisão de hábitos, baseado no princípio dos três erres: redução, reutilização e reciclagem. A educação permanente e a adesão consciente da comunidade uspiana a práticas que contribuam para a sustentabilidade ambiental têm sido a meta dos responsáveis pelo programa desde o começo. "Trabalhamos para enraizar os princípios do USP Recicla e procuramos promover a descentralização do projeto de forma coordenada", explica Regina. Para isso, atua por meio de planejamento educativo, realizado com verba própria de R$118 mil por ano, alocada pela Comissão de Orçamento e Patrimônio. As comissões internas de cada unidade são responsáveis pelas atividades. Só no ano passado, 12.435 pessoas foram conscientizadas em 132 eventos, entre cursos, palestras e oficinas. Devagar e sempre "Para ter ações permanentes e contínuas num planejamento descentralizado, devemos ter bem identificadas quais as ações que correspondem aos princípios dos três erres", frisa a educadora. A iniciativa contabiliza, ainda, nesses dez anos de existência, a criação de 14 composteiras nos seis campi (que transformam restos de comida e serragem em adubo), e apresenta em algumas unidades mudanças de hábitos, como a diminuição no tamanho de papéis para recados, a suspensão de compra de blocos para rascunho, a adoção de envelopes contínuos ("vai-e-vem" - que pode ser reutilizado cerca de 40 vezes), entre outras. "Nosso primeiro objetivo é reduzir o lixo, ou seja, aplicar a reutilização", afirma Regina. O calendário comemorativo para a celebração dos dez anos do USP Recicla se estenderá por todo o primeiro semestre do ano com palestras, workshops e campanhas, mas terá o seu ponto forte a partir de junho, quando incluirá a própria expansão do programa. "Vamos estender a coleta seletiva para outros materiais, além do papel. Até agora, só existem iniciativas isoladas desse procedimento em algumas unidades. Essa etapa está prevista para ser implantada inicialmente nos campi de São Paulo, Piracicaba e São Carlos. Vida nova no
instituto "Antes isso aqui era um brejo", conta ele, mencionando seis anos passados. As mudanças começaram com a adesão do instituto ao programa, realizada logo no começo do projeto da Cecae. A primeira ação desenvolvida foi a substituição da maioria dos copos descartáveis por canecas de louça, numa iniciativa que baixou o consumo cerca de 90%. Em seguida, vieram os projetos de separação e uso racional do papel, cuidados gerais com o lixo e os cursos de conscientização ambiental. A preocupação com a dengue motivou outra ação importante: a eliminação de um "bota-fora", numa área onde era depositado de tudo, desde a grama cortada até peças de equipamentos inutilizadas. O material descartado passou a ser colocado em caçambas (observados os cuidados para evitar acúmulo de água). Composteira Segundo Irineu, além do benefício ambiental, a iniciativa tem rendido economia. "Gastávamos em média R$ 1.500,00 mensais com jardinagem, e agora produzimos o adubo, as mudas, e realizamos a mão-de-obra", diz. Mas, para eles, o maior ganho se dá no engajamento com o trabalho e com a natureza. "Realmente, esse nosso bosque ficou muito gostoso", admira Ivan. "Os melhores professores que a gente tem são as próprias plantas", completa Irineu. Fonte: Agência Imprensa Oficial |
|
|
|
|||