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Eclusa
do Rio Tietê vai permitir navegação na área
urbana de SP

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| Foto
de Luiz C. Leite - Eclusa construída perto do Cebolão
elimina desnível de 3,2 m |
O governador Geraldo
Alckmin inaugurou a eclusa do Tietê, na altura do Cebolão,
na zona oeste da capital. A obra, a primeira do rio construída
em perímetro urbano, dá seqüência ao rebaixamento
da calha, como parte do programa estadual de combate às enchentes
na Grande São Paulo. Os investimentos somam R$731 milhões,
dos quais R$ 537 milhões de financiamentos do Japan Bank for
International Cooperation e R$194 milhões do Tesouro do Estado.
A eclusa permitirá a retirada de detritos e materiais (que se
acumulam no leito do rio) por embarcações, não
mais por caminhões, como é feito atualmente. Com a obra,
será possível a navegação através
do rio, no trecho entre as barragens Edgard de Souza, em Santana de
Parnaíba, e a da Penha, numa extensão de 40 km.
"Agora, tudo será transportado por barcaças. Cada
uma poderá levar 150 toneladas de material, o que equivale a
dez caminhões", informou Alckmin. A eclusa tem capacidade
para liberar a passagem de duas barcaças por vez, ou seja, 300
toneladas de material.
Área verde
No lugar das montanhas de lama, as laterais do Tietê ganharão
um grande jardim. A instalação da área verde já
está incluída nas obras de rebaixamento da calha. A idéia,
no futuro, é utilizar a hidrovia para transportar outras cargas
e até passageiros.
A nova obra tem 122 metros de comprimento, 12 metros de largura e 10
metros de altura. É um elevador de águas que permite vencer
o desnível de 3,2 m que separa as águas do Tietê,
por causa da barragem móvel.
O programa, em sua segunda e última fase, prevê o aprofundamento
e alargamento da calha do Tietê, no trecho entre a foz do Rio
Pinheiros e a barragem da Penha, numa extensão de 24 km. É
a área mais afetada pelas enchentes do rio, estando confinada
entre as avenidas marginais, que recebem um fluxo diário de mais
de 700 mil veículos.
Lixo e pneus
Ao longo desse trecho, o rio está sendo aprofundado 2,5 metros
em média, com previsão de retirada de 6,8 milhões
de m³ de solos e rochas. Além de mais da metade desses materiais,
também já foram retirados do leito quase 100 mil pneus
e 11,5 mil toneladas de lixo e detritos. A previsão para o término
das obras é no segundo semestre deste ano.
A primeira fase da obra, concluída em dezembro de 2000, já
aprofundou 16,5 quilômetros da calha entre o Cebolão e
a barragem Edgard de Souza. O canal foi aprofundado também em
2,5 metros, o que aumentou a capacidade de vazão do rio de 700
para 1.180 m³/s na altura do Cebolão, e de 840 para 1440
m³/s na Edgard de Souza.
Tratamento de esgotos
Simultaneamente às obras de combate às enchentes, o governo
estadual está realizando a segunda fase do Projeto Tietê
para ampliação da coleta e tratamento de esgotos. "Vamos
estender a coleta de esgotos a 400 mil residências, atendendo
cerca de 2 milhões de pessoas. E esse material será levado
às Estações de Tratamento de Esgoto, que estão
todas prontas", disse o governador.
Atualmente, São Paulo tem 77% do esgoto tratado e com as obras
passará a 87%. O índice de material coletado será
superior a 90%. As medidas irão melhorar a qualidade das águas
do Rio Pinheiros, que hoje não tem oxigênio. O governador
lembrou que a mancha de poluição do Tietê, que chegava
no município de Barra Bonita, a 250 quilômetros da capital,
retrocedeu e hoje não vai além de Itu. "Recuperamos
100 quilômetros do rio."
A despoluição do Tietê é mais difícil,
porque recebe poluição do Tamanduateí. "Este
rio transporta uma carga de esgoto muito alta da região do ABC,
porque o esgoto não é tratado naqueles municípios
que não são vinculados à Sabesp", explicou
o governador, informando que a Sabesp passará a atuar também
em São Bernardo do Campo, onde será feito investimento
para tratamento de esgoto.
Fonte: Assessoria de Imprensa do Palácio do Governo
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