Jardim Botânico
Alunos e professores como público-alvo
 
Jasmim amarelo e Manacá da Serra
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O biólogo Adauto Ivo Milanez adora caminhar pelas alamedas do Jardim Botânico que, mesmo em dias muito frios como os de agosto, apresenta uma vegetação com flores belíssimas como o agapanto de coloração rara ou a flor da planta aquática ninféia. Ele também se delicia quando presencia o diálogo de uma criança chamando a atenção dos mais velhos: "Não pode apanhar flor. Aqui é o Jardim Botânico".
Por isso mesmo o Jardim Botânico, uma das áreas de conservação (para visitação pública) do Instituto de Botânica, que por sua vez é vinculado à Secretaria Estadual do Meio Ambiente, vem investindo cada vez mais no atendimento às escolas. "Queremos formar uma nova geração. Mudar os mais velhos é mais complicado. Então, precisamos começar desde cedo a formar o adulto respeitador", explica o biólogo. Para Milanez, mais do que uma questão de vigilância, "o que vemos nestes atos é a falta de respeito com a natureza", diz. Além de descobrir a ecologia, os estudantes podem perceber, no Museu Botânico, a relação entre o que eles comem e a natureza. Lá eles encontram, por exemplo, as algas que são a matéria-prima da gelatina.
Cenário digno de Monet
Com 360 mil m2 de área, o Jardim Botânico possui cenários de muita beleza, que devem ser visitados. Alguns, como o lago com ninféias, dignos do pintor francês Monet. Também devem ser visitadas a estufa que reproduz o ambiente da Mata Atlântica, o portão histórico de 1894 que pertenceu à repartição de Águas do Estado até 1928, além do Jardim de Lineu, inspirado no jardim Botânico de Uppsala, na Suécia, o Lago dos Bugios e o restaurante do jardim. E prestar muita, muita atenção a cada planta, a cada flor. Como as palmeiras-jerivás, típicas do Brasil, os Manacás da Serra, o Lírio de Santo Antonio e a flor de Mulungu.
Maiores informações acesse www.ibot.sp.gov.br