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Pesquisa
da USP ajuda a calcular seqüestro de CO2 pelas plantas Método contribuirá para os estudos sobre o aquecimento global
Durante um ano, Madeleine de la Vega coletou dados de oito pés de jatobá (Hymenaea courbaril L.) ainda pequenos e conseguiu determinar quanto cada centímetro quadrado de uma folha dessa planta absorve de gás carbônico por segundo. Não foi um trabalho fácil. Durante o período que durou a coleta de dados, realizada numa casa de vegetação (estufa), Madeleine media seis variáveis (temperatura ambiente, concentração de CO2, umidade relativa, temperatura da folha, hora da medição e radiação fotossintética e ativa), duas vezes por semana. Num dia ela coletava os dados de quatro plantas e no outro, das outras quatro. "Agora, conhecendo os valores dessas variáveis, é possível calcular quanto de fotossíntese a planta está realizando, isto é, quanto de gás carbônico cada folha está seqüestrando num dado momento", explica. A nova forma de mensurar o seqüestro de carbono, ainda no nível da folha, vem se juntar a outros métodos que procuram calcular quanto de CO2 uma floresta retira da atmosfera. Até hoje não se sabe ao certo se a Floresta Amazônica, por exemplo, é um sorvedouro de gás carbônico ou se o que ela emite durante a noite empata com o que ela consome durante o dia. "O trabalho de Madeleine é mais uma contribuição para entender e quantificar esse processo", diz Antonio Mauro Saraiva. "Agora é preciso extrapolar esses resultados para uma planta adulta e depois para uma floresta. Isso não será fácil e há muito trabalho pela frente." |
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