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Programa
Bióleo se expande

Além dos
aspectos ambiental e energético, parceria entre Essencis Soluções
Ambientais e o Instituto PNBE tem proporcionado gerar renda para as
comunidades
O Programa Bióleo
Duplamente Sustentável, realizado em parceria entre a
Essencis Soluções Ambientais e o Instituto PNBE
Pensamento Nacional das Bases Empresariais, acaba de ser expandido para
mais quatro municípios da Grande São Paulo. Além
de Caieiras, o projeto está sendo desenvolvido nos municípios
de Francisco Morato, Franco da Rocha, Mairiporã e Perus. Cerca
de 15 mil pessoas vão ser beneficiadas pelo Programa, sendo sustentadas
pela renda obtida com a venda do óleo de cozinha, financiando
desta forma as ações sociais dessas comunidades. Até
o momento, 33 associações comunitárias e de bairros,
10 escolas e 11 estabelecimentos comerciais aderiram ao Programa.
O Programa tem por objetivo recolher e dar a destinação
correta ao óleo de cozinha usado, organizando uma rede de logística
reversa social, para que esse resíduo seja coletado em escala
que justifique sua transformação em biodiesel ou bioenergia.
Desta forma, evita-se também a obstrução da rede
de esgoto e a contaminação da bacia do rio Juqueri. Para
se ter uma ideia, cada litro de óleo pode poluir 20 mil litros
de água.
Nesta fase de ampliação, as empresas parceiras estão
desenvolvendo também o lado social junto às comunidades
por meio da geração de trabalho e renda para as associações
com projetos sociais que precisam de financiamento. O programa
também tem por objetivo gerar renda para as comunidades envolvidas,
além de diminuir o impacto ambiental causado pelo descarte inadequado
do óleo, comenta Teodora Tavares, gerente coordenadora
do Programa Bióleo do IPNBE.
Com a renda arrecadada é possível, por exemplo, ajudar
deficientes físicos, instituir programas de alfabetização
de adultos, criar hortas comunitárias, cuidar dos jardins de
escolas, comprar material escolar, entre outras ações
sociais. É um instrumento para a multiplicação
de educação ambiental nas escolas da região. Há
um trabalho de conscientização de professores que multiplicam
os conhecimentos aos alunos quanto à importância de se
dar o correto destino ao óleo de cozinha residual, como forma
efetiva de preservação ambiental com inclusão social,
complementa Teodora.
Nos baseamos nos princípios do triple bottom line
da sustentabilidade, que tem por finalidade os desenvolvimentos ambiental,
social e econômico. Queremos proporcionar maior inserção
dessas comunidades em projetos socioambientais e, com isto, nos tornarmos
um agente de mudança, comenta Edson Meneghini, diretor
da regional São Paulo da Essencis Soluções Ambientais.
Outra vantagem é a diminuição considerável
da emissão de gases de efeito estufa ao transformá-lo
em biodiesel. O óleo comestível não pode
simplesmente ser descartado no ralo da pia. Se for parar em rios, córregos
e represas ficará na superfície e impedirá a entrada
de luz que alimenta os fitoplânctons, organismos essenciais para
a cadeia alimentar aquática. Em redes de drenagem, pode causar
entupimentos. E nas Estações de Efluentes de Tratamentos
(ETE´s), quando em grande quantidade, forma uma camada flotada
espessa, mal cheirosa e afeta a performance do sistema, afirma
Luzia Galdeano, superintendente operacional da regional São Paulo
da Essencis.
Como funciona
o Programa Bióleo
Todo esse resíduo deve ser filtrado e armazenado em recipientes
apropriados e será transformado em bióleo.
Todo o óleo de gordura residual será tratado, por meio
de um processo de limpeza e beneficiamento, se tornando o insumo que
se transformará em biodiesel. Esse produto será adicionado
ao óleo diesel mineral das unidades da Petrobrás de acordo
com as normas existentes. Uma legislação específica
da Agência Nacional do Petróleo (ANP) que trata sobre gás
natural e biocombustíveis, obriga uma mistura no diesel fóssil
de 5%. Desta forma, o óleo de cozinha residual já transformado
em bióleo pode gerar biocombustível ou bioenergia.
O Instituto PNBE vai treinar e capacitar as pessoas das comunidades
para que a coleta seja feita de forma adequada. Por parte da Essencis,
a companhia fará a gestão do processo, dará todos
os equipamentos de segurança necessários, veículos
apropriados para o transporte do óleo, além de ser responsável
pela remuneração das pessoas no processo de coleta, sendo
elas de instituições sem fins lucrativos ou coletores.
Caberá à prefeitura monitorar e fiscalizar o projeto.
24
de maio de 2010
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