Material reciclado também pode dar vida aos calçados


Além de atender às necessidades do setor de saúde, o Isocalce é um calçado feito com matéria-prima que contribui para a valorização da limpeza pública e para a consciência ecológica

Desde o início da década de 80, os meios de comunicação, governos, ONGs, dentre outras entidades da sociedade civil, cobram das empresas e indústrias de todo o País ações mais contundentes no que diz respeito à reciclagem de sobras de produtos e a reutilização de matéria-prima. A boa notícia é que, de fato, nos últimos anos, segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), o Brasil aumentou os índices de reciclagem e reaproveitamento de muitos produtos, tais como: garrafas Pet, vidro, alumínio, papel, etc. O instituto reconhece que, além do empenho da grande maioria da sociedade, muitas empresas brasileiras estão engajadas no projeto, reciclando sobras de material para a produção de novos produtos, até mesmo calçados, como faz a Canadá*, por exemplo, que produz o Isocalce.

Destinado aos profissionais da área de saúde, por ser totalmente fechado, altamente confortável e esterilizável, o sapato é feito com o TPE, ou seja, um termoplástico polimérico, mesmo material do êmbolo das seringas, totalmente reciclável. Por isso, afirma a fisioterapeuta e diretora da empresa, Graziela Marques, os sapatos produzidos que não estão de acordo com a qualidade aspirada são triturados e reutilizados na produção de modelos coloridos do próprio Isocalce (vermelho, branco, verde, preto, marrom etc) e sandálias comuns, que podem ser utilizadas no dia-a-dia por qualquer pessoa. “Nossa política de trabalho visa apresentar produtos de qualidade, buscando o crescimento econômico aliado à preservação do meio ambiente”, comenta ela.

Isocalce: calçado brasileiro

Esse modelo chega ao mercado para consolidar o País como um destaque mundial em tecnologia para calçados e, sobretudo, atender às necessidades da comunidade médica que busca um produto confortável e que atenda as diretrizes da NR-32, cuja finalidade é estabelecer as diretrizes básicas para a implementação de medidas de proteção à segurança e à saúde dos trabalhadores dos serviços de saúde como, por exemplo, vetar o uso de calçados abertos no ambiente de trabalho.

O calçado só pode ser higienizado e esterilizado inúmeras vezes em autoclave, explica a diretora, em virtude da boa resistência da matéria-prima (TPE). “É um componente totalmente nacional e ecológico. Portanto, sabemos da importância da reciclagem e o retorno que essa prática traz para a empresa e ao País”, finaliza Graziela.

*www.isocalce.com.br



27 de abril de 2010

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