| Amazônia
teve 1.123 km² de desmatamento em um mês

Fonte:
Agência FAPESP Foram
1.123 km², praticamente a área do município do Rio de Janeiro
(1.182 km²) ou cinco vezes a do Recife (218 km²) - e tudo isso em apenas
um mês.
Esse foi o desmatamento observado na Floresta Amazônica
em abril, segundo dados do sistema Deter (Detecção do Desmatamento
em Tempo Real), apresentados pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe)
na segunda-feira (2/6).
Do total da área em que se verificou corte
raso ou degradação progressiva, 794 km², ou 70,7%, estavam
no Mato Grosso. Roraima aparece em seguida na relação dos estados
da Amazônia Legal com mais desmatamento, com 284,8 km².
Segundo
o Inpe, o sistema havia registrado 112 km² de desmatamento no Mato Grosso
em março, mas em período em que 78% da Amazônia estava coberta
de nuvens, sendo que 69% do estado não pôde ser observado pelos satélites
- a cobertura de nuvens costuma variar muito de um mês para outro, assim
como a localização das áreas encobertas.
Do total
verificado pelo Deter em abril, 53% da Amazônia esteve sob nuvens, mas apenas
14% do Mato Grosso ficou encoberto. Isso indica que a oportunidade de observação
no estado aumentou muito de março para abril.
De agosto de 2007
a abril deste ano, o sistema identificou 5.850 km² de área desflorestada.
Entre agosto de 2006 e julho de 2007, um intervalo de tempo maior, foram 4.974
km².
Em operação desde 2004, o Deter foi concebido
como um sistema de alerta para suporte à fiscalização e ao
controle de desmatamento. São mapeadas tanto áreas de corte raso
como áreas em processo de desmatamento por degradação florestal.
De acordo com o Inpe, é possível detectar apenas polígonos
de desmatamento com área maior que 25 hectares por conta da resolução
dos sensores espaciais (o Deter utiliza dados do sensor Modis do satélite
Terra/Aqua e do sensor WFI do satélite CBERS, com resolução
espacial de 250 metros). Devido à cobertura de nuvens, nem todos os desmatamentos
maiores que 25 hectares são identificados pelo sistema.
Mais informações:
www.inpe.br.
02/06/2008 |