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Ferramenta
Multimídia anima aula de Química
Fonte:
Jornal da UNICAMP (Raquel do Carmo Santos) Na
era da informática, a solução é inovar para prender
a atenção dos estudantes do Ensino Médio. Foi essa a proposta
da professora de Química Vânia de Albuquerque Moretti, que desenvolveu
um conjunto de aulas eletrônicas - teóricas e práticas -,
utilizando o programa Flash, conhecido por obter efeitos de animação
multimídia e permitir a interatividade com o usuário.
É
possível por meio do programa, por exemplo, simular em sala de aula um
experimento que só poderia ser feito em laboratório. "As aulas
ganharam uma outra dinâmica, e o ensino de Química se tornou mais
atrativo", afirma a professora, que apresentou dissertação
de mestrado no Instituto de Química da Unicamp, orientada pelo professor
Pedro Faria dos Santos Filho. A idéia é disponibilizar o material
em um site, o que facilitaria o estudo para muitos que desejam aprimorar os conhecimentos
em Química ou para professores que querem ter a ferramenta como suporte.
Vânia fez uma pesquisa com estudantes do Ensino Médio de
uma escola particular, em São Paulo, para avaliar a receptividade do sistema.
Mais de 80% dos entrevistados afirmaram que as aulas eletrônicas contribuíram
muito para o aprendizado do conteúdo. Cerca de 60% dos alunos atribuíram
notas entre nove e dez para a iniciativa da professora. O material, no entanto,
não substitui a presença do docente e suas estratégias para
o ensino.
A principal vantagem das aulas eletrônicas, segundo Vânia,
está no fato de se poder consultar o conteúdo em qualquer momento.
"Acredito que o sistema facilita o estudo, além de motivar o aluno
na busca por mais conhecimentos", avalia. Nas apresentações,
tudo foi pensando e desenvolvido para estimular a interatividade - músicas
de videogames, animações e figuras do cotidiano dos estudantes.
O tema elaborado como piloto para as aulas eletrônicas foi um conteúdo
sobre ácidos, bases e sais. Uma das etapas que chama a atenção
são experimentos feitos com líquidos, entre os quais, vinagre, detergente
e água. "Conforme são introduzidas as substâncias, como
o azul de bromotimol ou a fenolftaleína, as cores mudam. A impressão
que se tem é que o experimento está realmente ocorrendo. Até
o pingar das gotas nos líquidos emite ruídos", explica.
Segundo
a professora, esse tipo de aula seria ideal para escolas que não possuem
laboratórios. "O aluno teria uma idéia clara de como se processam
as reações químicas, com animação, e não
tendo apenas o livro didático como material. A intenção é,
justamente, aproximar a Química do cotidiano dos estudantes, tornando o
ensino mais prazeroso", argumenta. As aulas eletrônicas podem, inclusive,
ser adaptadas para o conteúdo do ensino superior e para a faixa etária
matriculada no ensino fundamental.
16/10/2007
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