A prática docente no Brasil

postado em 2 de dez de 2018 09:02 por ANA PAULA LOPES VIEIRA PAIVA   [ 2 de dez de 2018 09:06 atualizado‎(s)‎ ]

Doces são os quatro anos, em média, que um profissional passa nas instituições de ensino superior em nosso país.

Dentro de uma sala, num curso de formação de professores, seja na área de Humanas ou Exatas, tudo que se fala é algo que se pode alcançar numa sala de aula.

O que não é levado em consideração é que profissionais de educação são formados aos montes todos os anos sob uma ótica errônea. Muitos ainda sonham que ao entrar no mercado de trabalho irão se deparar com classes acessíveis, com no máximo 25 alunos, quando se sabe que na maioria das vezes o mínimo é de 40 ou 45 alunos por classes, isto no serviço público.

Claro que não podemos nos deixar abater por tais dados, até porque a profissão de professor é de salutar satisfação para quem abraça com paixão.

Acredito que deve existir por parte das instituições uma preocupação em formar mão-de-obra adequada para o mercado educacional brasileiro, tendo em vista que, os professores que saem das faculdades acabam não sabendo o que fazer, quando se deparam com a realidade cruel do ensino público nacional.

A lei 9394/96 discorre, até em excesso, sobre a valorização do profissional de magistério, mas o que se verifica não é o que diz a lei. Infelizmente muitos são os estados e municípios que, aproveitando- se da lei pela interpretação, a LDB atual é muito subjetiva a meu ver, ainda não realizaram o programa de valorização do magistério, que será de suma importância para que a prática docente possa ter um avanço com relação à qualidade, pois, profissional bem remunerado não precisa trabalhar em dois ou três empregos, como acontece nos dias atuais no país.

O profissional de educação necessita de tempo para elaborar um plano de trabalho, onde possa de fato contribuir para a aprendizagem do aluno e seu desenvolvimento social, já que é uma das funções primordiais da escola, preparar o indivíduo para a convivência em sociedade.

Em suma, a Educação brasileira pode ter uma considerável melhora, desde que deixe de ser promessa de palanque, como vêm ocorrendo em nossos dias.

Luciano Aparecido Da Rosa,

prof. no Ensino Fundamental do Município de Guarujá, graduado em História,

especialista em Psicopedagogia e mestrando em Educação pela Unimonte, Santos-SP

lrosa.@uol.com.br

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