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Meus
pais estão se separando? E agora?

Saiba
como entender e lidar com seu filho neste momento tão delicado
Não
é do dia para a noite que um casal decide se separar, não
é mesmo? Para isso ocorrer, ambos já vêm enfrentando
muitos desgastes, discussões, desentendimentos e até mesmo
brigas ofensivas e agressões físicas. Neste momento, é
muito comum os pais estarem totalmente mergulhados nos próprios
problemas, que se esquecem do mais importante - dar atenção
e apoio psicológico aos filhos.
Em situações delicadas como essa, uma separação
sempre deixa marcas e traumas, cabendo aos pais a tarefa de tratar a
questão da melhor forma possível. Nesta fase, muitas crianças
apresentam sinais de medo, impulsividade, angústia, agressão
e intolerância diante do problema e muitas até fantasiam
a situação como uma separação temporária.
Portanto, é preciso ficar atento!
O convívio social com os amigos de escola também pode
ser super delicado, pois a criança pode sofrer com comparações
com os pais de outros colegas ou com comentários ou brincadeiras
de seus amiguinhos.
Outra situação bem comum e não proposital, é
quando os pais tratam a criança como se estivesse no meio de
uma guerra, muitas vezes falando mal do outro para o filho,
usando-o para saber da vida do ex-companheiro(a), entre outras atitudes.
Segundo Cláudia Fernanda Venelli Razuk, Coordenadora Pedagógica,
os pais devem manter uma relação de respeito perante a
criança.
O casal deve ter consciência que não existe ex-filho.
Filho é para sempre e necessita de ajuda e atenção
neste momento. Deixá-lo ciente de que nada mudará na relação
entre eles, que o ambiente da casa ficará mais tranquilo e, principalmente,
que independente da circunstância, estarão sempre presentes.
Estas pequenas ações fazem toda a diferença,
afirma Cláudia.
Os pais devem manter o autocontrole, respeito e cordialidade perante
os filhos. Essas atitudes farão com que a criança mantenha
uma postura mais adequada e madura. Devem também estar cientes
que são responsáveis pelo bem-estar físico e mental
dos mesmos e que suas atitudes irão refletir o seu comportamento
nesta relação.
Também é importante tomar cuidado com o sentimento
de culpa pessoal que a separação provoca. Um filho não
será necessariamente infeliz porque os pais se separaram. Muitos
adultos, perfeitamente ajustados hoje, viveram a separação
dos pais na infância, completa Cláudia.
Problemas emocionais, administrativos e financeiros, não devem,
de forma alguma, atingir a criança. Uma outra grande barreira
pode aparecer quando o pai ou a mãe resolverem se arriscar em
um novo relacionamento. Os pais devem explicar que mesmo separados irão
amá-lo para sempre e que o novo parceiro não pretenderá
nem conseguirá ocupar o lugar de pai e/ou mãe.
07
de dezembro de 2009
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