|
Situações
de estresse no trabalho podem levar à depressão
Alguns dos primeiros sinais de um quadro depressivo são irritabilidade, insônia, dores sem causa clínica definida, cansaço excessivo, baixa produtividade e dificuldade para tomar decisões, que não passam mesmo após um período de férias, por exemplo. Além da pressão e do excesso de trabalho representarem complicadores, situações variadas podem atingir os indivíduos de forma diferente. As atribuições do cargo também devem ser consideradas fator de risco para a doença. Um executivo, por exemplo, que não gosta de falar em público, sentindo-se desconfortável e ansioso, mas precisando fazer apresentações a grupos ou dar palestras pode ser forte candidato a torna-se depressivo. Situações repetitivas de estresse psicológico como essa podem ser decisivas para desencadear a depressão, explica o psiquiatra e professor da Unifesp (Universidade Federal da Universidade de São Paulo), Acioly Lacerda. Em longo prazo, quadros de depressão não tratados podem resultar no afastamento das atividades, elevando o absenteísmo nas empresas, ou até mesmo em demissão, já que a baixa produtividade e o desinteresse pela rotina podem afetar a avaliação da empresa sobre o funcionário. É importante reconhecer os sintomas emocionais e físicos o quanto antes, procurar ajuda médica e seguir o tratamento corretamente, afirma o psiquiatra. Principais sintomas da depressão:
A depressão, muitas vezes, se manifesta emocionalmente e fisicamente no paciente, causando diversas dores e incômodos. Para estes quadros, existem tratamentos que combatem ao mesmo tempo essas duas classes de sintomas, com perfil de tolerabilidade, aspecto importante para uma medicação que geralmente necessita ser utilizada por períodos longos. É
importante ressaltar, porém, que não se deve usar nenhum
medicamento sem prescrição e rigoroso acompanhamento médico.
Os pacientes com depressão devem também ser encorajados
a modificar seus hábitos diários: realizar atividades
físicas regulares, manter um período satisfatório
de sono diário, ter uma boa alimentação e evitar
o uso de substâncias como anorexígenos, álcool e
tabaco.
11 de novembro de 2009 |
| |
| |