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Envelhecer
é uma questão de escolha

Rugas,
flacidez, cabelos brancos... as marcas do tempo em algum momento chegam
para todos. A socialite Melissa Cadore, personagem da novela "Caminho
das Índias" que o diga. Para manter a jovialidade, ela malha,
mantém tratamentos estéticos e se recusa a ouvir problemas.
A metáfora criada por Glória Perez se traduz numa caricatura
do processo de envelhecimento e da busca por conservar a juventude.
Há, entretanto, outras questões fundamentais na procura
pela vitalidade e pelo rejuvenescimento. O especialista em medicina
antienvelhecimento Rubens Cascapera Jr lembra que há diferentes
modos de se vivenciar esta experiência.
O envelhecimento
é uma diminuição das funções orgânicas
em geral, principalmente mediada pelos hormônios. Segundo o médico,
não há doenças próprias da idade, o que
há é uma carência hormonal própria da idade,
que pode levar a alguns problemas de saúde. O grande ponto de
atenção é o modo como as pessoas enfrentam o processo
de envelhecimento, especialmente as mulheres. O envelhecimento
é uma fase natural da vida. Para driblá-lo, é preciso
desenvolver habilidades em quatro níveis: físico, emocional,
mental e espiritual.
Na parte física, o médico recomenda uma série de
ações. A primeira seria a reposição hormonal
para mulheres que estão na menopausa - já que durante
esse período, elas declinam sua capacidade de produzir hormônios
responsáveis pelo equilíbrio e harmonia de determinadas
funções. A reposição hormonal, porém,
deve ser aliada à suplementação vitamínico-mineral-hormonal,
alimentação saudável, exercícios moderados
e sono restaurador. Todos esses itens podem ser complementados
por tratamentos estéticos, resultando num processo completo de
rejuvenescimento orgânico, acrescenta o médico.
Na questão emocional, a dica é buscar o auto-conhecimento,
assumindo limites e potenciais, para transformar crises em oportunidades
de melhoria. A questão emocional, de acordo com o especialista,
leva ao aspecto mental, em que o conselho é estar aberto a mudar
paradigmas e quebrar preconceitos. Além do propósito individual,
a mudança poderá surgir por meio de leituras específicas,
trocas de experiências com outras pessoas, buscando sempre novos
pontos de vista e fazendo novas conexões.
Partindo deste princípio, chegamos ao aspecto espiritual,
preconiza o médico. A busca por uma força maior, por uma
conexão entre a humanidade e uma instância superior, faz
parte da busca humana pelo sentido da existência. Mesmo para os
mais céticos, a própria ciência traz atualmente
modelos científicos chamados pelo biólogo britânico
Ruppert Sheldrake de campos morfogenéticos, que nada mais são
do que campos de energia exercendo influência sobre as pessoas
e os acontecimentos.
Mulheres que mantêm múltiplos interesses e atividades que
incluem o auto-cuidado e a auto-estima tendem a encarar o passar dos
anos como uma transição natural, com muito mais saúde
e beleza.
Fatores como personalidade, trabalho, identidade sexual e maturidade
individual são de fundamental importância para envelhecer
com saúde e conservar a beleza. A juventude não
é um bem de consumo, como muitos acreditam, mas um estado de
espírito e de cuidado com o corpo, a mente e as emoções,
define o médico. A beleza, portanto, é construída
à base de qualidade de vida, mudanças de hábitos
e reflexões sobre a diferença entre manter a juventude
e manter a vitalidade. Com tantos recursos disponíveis,
envelhecer passa a ser uma questão de escolha, conclui.
5
de março de 2009
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