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O
RIO, A PONTE

Mônica
A.
Acabou-se
a espera,
tenho como atravessar o rio.
Vejo a ponte,
não me falta um pedaço do tempo,
agora colou-se na vida.
De repente
acabou-se a pressa,
já não falo alto,
não corro,
falo baixo,
calmo...
Quase um sussurro.
As palavras saem...
Pau-sa-da-men-te.
A mente pensa,
raciocina
antes da língua
executar o som...
E fazer as palavras.
Meus pés caminham,
voltei a fabricar.
Vi o rio calmo,
sereno...
Constante,
a borbulhar sons.
A ponte aparece,
não sou anjo...
Durmo bem,
acompanhando as horas.
O tempo chegou,
atravessei o rio,
a ponte ficou lá atrás.

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