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Bactéria do Preconceito Profª Solange
Ramos É hora e vez de assumirmos as diferenças individuais, nossas e dos outros, de abolirmos a atitude discriminatória que gera intolerância, implícita ou explícita, pelas marcas diferenciadoras dos grupos minoritários. Ao educador, que não apenas informa, compete transformar a escola de espaço onde as injustiças e os preconceitos são confirmados e perpetuados em espaço onde tais valores são debatidos e combatidos. A Secretaria de Estado da Educação, através da Comissão contra a Discriminação, está empenhada na batalha contra qualquer tipo de discriminação. A igualdade de oportunidades é direito de todo o cidadão, onde as marcas exteriores dos homens não sejam jamais índices de determinação de inferioridade. Algumas escolas lutam contra a discriminação através de campanhas e de projetos, mas não podemos ignorar que vivemos em uma sociedade capitalista altamente fetichizada. O grande fetiche é o dinheiro. Vida X dinheiro a qualquer preço. Discurso humanista X prática capitalista selvagem. Neste mundo contraditório em que vivemos, com valores, atitudes e crenças, dividimo-nos, digladiamo-nos, violentamo-nos mutuamente. Por muitos, o discurso humanista é considerado ingênuo. Mas o que, além dele, pode dar sentido à vida e engrandecer o Homem? Valorizar o ser humano é a meta de qualquer educador, podemos ser construtores de nós mesmos. E a sociedade tem que aprender a valorizar todos os homens e mulheres, sem discriminações. Muitas pessoas discriminam porque não compreendem a diferença entre povos e a riqueza da diversidade de raça, credo e cultura. O diferente deve ser lido, refletido, respeitado, pois é na diferença que conhecemos nós mesmos e os outros. Cabe à escola proporcionar formas de interagir com essa problemática, elaborando instrumentos de respeito, responsabilidade e de autonomia que são fundamentais para romper com mitos preconceituosos. Profª Solange Ramos |
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