| Tesouro
Português Gilka
Pierry Coimbra Ao
"fugir" para o Brasil, a Coroa trouxe seus súditos, toda a corte
e seu maior tesouro - a Biblioteca Portuguesa: Literatura, Filosofia, Astronomia,
Matemática... Sem a palavra escrita, que rumos adotaríamos? Como registrar nossas descobertas, admitindo então, a possibilidade da ausência da escrita? Onde
e de que forma resguardaríamos as descobertas científicas, as experiências,
os costumes, o lazer e o esporte, a etiqueta, a legislação, a política,
a religião, os padrões e valores morais construídos ao longo
da História? A fala, os sinais, a mímica, o desenho serviriam para realizar a comunicação. Contaríamos mais estórias, lendas e contos. Falaríamos, por necessidade, mais corretamente e sem dúbias intenções. A clareza teria consistência. Nossos heróis levariam adiante nosso passado, sem transformarem-se em apenas mitos, significando o presente e promovendo o futuro, mesmo que impregnado de subjetividades. Estaríamos sob Nova Direção alicerçada pela oralidade, pela fala. A ausência de toda a comunicação escrita, televisiva, internetizada poderia ser impeditiva para a globalização, para manipulação de interesses ideológicos, religiosos e étnicos. Estaríamos
sem e-mail, blog, orkut. Que tesouro completaria o carregamento do Imperador nessa perspectiva da ausência da escrita? Talvez, a clareza, a fidedignidade, o caráter, o respeito com a verdade da fala do outro fossem as opções do Monarca. E nosso maior tesouro seria a palavra dada! Estaríamos melhores? Que
patrimônio constituiria esta Humanidade? Dom
João VI, com certeza, responderia: |
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