| Uma
escola em partes 
*Marcelo
Cunha Bueno
De
tempos em tempos, escutamos os grandes Documentos Curriculares sugerindo diferentes
e diversas formas de avaliar alunos. São documentos referenciais e se pretendem
orientadores de "pensamentos" e de práticas para professores
e escolas.
Tais documentos abriram e autorizaram uma forma de "pensar"
e praticar a Educação Infantil. Uma forma confinada, principalmente,
em discursos importados da Psicologia do desenvolvimento. Dessa forma, criaram-se
inúmeros aparatos de trabalho para as crianças. Aparatos que classificam,
"qualificam" e quantificam saberes.
Essa forma de se relacionar
com educação dentro (e fora) dos espaços escolares ganhou
muita força nas últimas décadas. Ganhou força por
"garantir" a idéia de que estaria tudo controlado e medido pelos
instrumentos de avaliação, de trabalho e de conduta, visando à
produção de um cidadão crítico.
Podemos observar,
dentro das instituições acadêmicas de formação
de professores, como esses discursos são dominantes e tidos como verdades
absolutas, quase incontestáveis, quando se discutem as melhores formas
de se educar crianças ou salvar o mundo de sua desgraça. Não
é preciso freqüentar esses espaços para perceber como essa
forma de "pensar" educação é predominante. Podemos
ver que a tal produção do cidadão crítico se tornou
totalmente responsabilidade da escola.
Todos os discursos sobre a importância
da Educação Infantil podem ser justificados por alguma formação
de personalidade e pelas competências das crianças, justamente no
período, ou fase, como gostam de chamar, que coincide com esse "segmento".
Foram desenvolvidos inúmeros manuais de conduta do professor (que povoam
as bibliotecas domésticas e institucionais dos educadores) com receitas
de intervenções e ações, elaboração
de tabelas de planejamento, instrumentos de avaliação, treinamentos
de olhares, regras de convívio social.
Penso na Educação
Infantil... lugar sério... compromissado... Deixou de ser um jardim...
de uma infância. Tem método, tem didática, tem professores
formados, tem currículo, tem projeto, tem atividade seqüenciada, tem
alfabetização, tem cálculo, tem inglês, tem um tal
de espaço lúdico... Tem rotina, planejamento, avaliação...
Todo um aparato normatizador que busca, num movimento alucinante, para
os professores e para os estudantes, controlar até os pequenos e imperceptíveis
atos daquelas crianças. Criam-se e se aperfeiçoam didáticas
para não deixar aqueles seres escaparem desse caminho de subjetivação
infantil. Ah! Mas, na minha escola, há muita brincadeira... eles podem
brincar de casinha, de supermercado, de médico (tá bom!), do que
eles quiserem... Desde que respeitem os horários, regras, condutas de uma
vida coletivizada, materiais, as diversas salas ambientes, vontades dos outros
e a proposta daquele momento. Ou seja, não brincam, trabalham... Até
esse espaço, que talvez seria um espaço não marcado, está
absolutamente capturado por discursos sobre infância. Vocês já
perceberam que o tal brincar serve para um montão de coisas? Serve para
exercer diferentes papéis sociais, para elaborar personagens e condutas,
para socializar... Serventia que está a serviço de uma regra.
Na
Educação Infantil, ensinamos e aprendemos que a única história
possível para aquelas crianças é a de que sejam felizes,
em sua plenitude. Imagine, criança não pode ter mal-humor, não
fica com dor de cabeça, não tem desprazeres. No máximo, frustrações...
que seria uma espécie de punição por ser criança.
Criança tem de ser feliz, sorrir, ser limpinha etc. Essa criança
impera na escola. Quando chega aquele ser pequeno à escola, logo passa
por esse in-cômodo da escola, que se responsabiliza por adaptá-la
a esse discurso.
É terrível para os professores e para as
famílias perceberem que seus filhos podem sentir e ser tudo isso: que podem
ficar tristes, podem ser infelizes, podem ter raiva e dores de cabeça...
Difícil aprendizado!
Todos nós, professores, sabemos que
há muita bagunça na Educação Infantil. Sabemos que
existe muita gente falando, pior, um quer falar mais alto do que o outro. Já
pensaram quantos livros sobre esse assunto existem nas prateleiras de livrarias
e afins? Livros que contam histórias sobre infância, sobre os pesados
e arrogantes "como fazer"? Como devemos proceder? Como devemos organizar,
planejar e executar tarefas? Aparatos de uma pedagogia especializada...
O
Ensino Fundamental, falamos dos primeiros anos dele, não é diferente
da Educação Infantil. Ainda habita aquela imagem de criança,
porém, com outras e tantas responsabilidades. Agora, a brincadeira e o
jogo acontecem somente por merecimento. Aperfeiçoa-se o trabalho árduo
de adultização desse ser-criança. Incutem-se na cabeça
e nos corpos desses seres novas responsabilidades.
Deveres, provas, lições,
castigos... O professor também sofre com isso... Nele, pesa o dever de
marcar e de diagnosticar distúrbios, de encaminhar procedimentos que extrapolam
os espaços escolares, de ser o modelo de algo... Assim por diante.
Aqui,
assim, por mágica, a criança não pode ser aquela criança
mais... Poxa, agora que a história ficava boa, querem mudar esse personagem.
Sim, esse personagem deve escrever e ler, ter as tais competências (quantas
são mesmo?), blábláblá... Uma ladainha sem fim.
Esses
discursos na Educação Infantil, ou do período etário
que compreende esse "segmento", atribuem-lhe uma importância essencial:
a formação dos pequenos. Justamente para discutir as formas que
essa formação deveria acontecer é que vemos em qualquer escola
uma profusão de teorias e de práticas.
Se pensarmos nos instrumentos
que podem "garantir" que o tal projeto do cidadão crítico
aconteça, cairemos, inevitavelmente, nas formas como o estudante se relaciona
com aquilo que lhe é passado, seja conceitos ou valores. Pensamos, portanto,
em avaliação.
A avaliação é uma entidade
dentro das escolas. Entidade que tem vida própria e que chega para revelar
as relações que podem estar escondidas. Entidade que mostra, que
aponta caminhos certos e errados. Entidade que personifica o bom e o mau aluno.
Avaliação... Algo que nos causa arrepios. Pela lembrança
de um passado e pela burocratização excessiva desse trabalho. O
tal processo avaliativo, tal como vivemos em nossa escolarização
e como ainda é vivido em muitas escolas, é um processo de checagem
de conhecimento, de diagnóstico, de manutenção dos saberes
marcados pelo planejamento da Escola. Durante esse processo, aparecem inúmeros
alunos. Aqueles que sabem "8,0", que sabem "E", que são
bons e aqueles que, com recuperação, passarão para outro
estágio. A avaliação escolar fechada e diretiva é
um instrumento parecido com os exames hospitalares. Separa-se o que se quer examinar,
matérias ou órgãos, prepara-se o tipo de exame específico
e, por fim, aplica-se e avaliam-se os resultados. Medica-se, se necessário,
ou se dá alta.
Avaliação bimestral, oral, semanal,
relâmpago, processual, auto-avaliação, seja qual for o nome
que se inventar, entraremos em contato com um instrumento documentário
e de controle. Documentário, pois, ao final dos anos, tais provas são
arquivadas à espera de sua total inutilização, atribuindo
uma identidade para esse ou aquele aluno. Controle, pois, ao identificar, agrupa
alunos em categorias para melhor intervir e "diagnosticar". Controle,
pois verifica os passos dados pelos alunos até chegarem em suas respostas
ou sínteses. Enfim, verifica se o aluno aprendeu, avançou, paralisou,
conquistou ou superou, ou seja, verifica a produção final de um
aluno.
Na verdade, encaixa o aluno em um contexto já existente.
O aluno apenas se veste do que lhe é atribuído, deixa de existir
o singular e passa a existir o plural. Sabemos que, quando aquele singular entra
na escola, deixa de existir e passa a pertencer a conceitos de infância
e de criança. Além de ser aluno, que tem toda a sua significação.
Ora é criança, ora é aluno: depende do que uma avaliação
vai dizer.
Avaliar
para superar um estágio, para avançar, para progredir. Em que, especificamente?
Afinal, como e para quem a escola quer que o estudante comunique o que aprendeu?
Se
pensarmos na Educação Infantil em oposição ao Ensino
Fundamental, no que se refere às formas de avaliar, entenderemos como esse
instrumento de controle assume formas elaboradas - e quase tecnológicas,
de tão aprimoradas que são.
É muito comum ouvirmos
falar de avaliação processual na Educação Infantil.
Ela avalia os processos de aprendizagem dos estudantes durante os trabalhos propostos
pelos professores. Por ela, um vasto vocabulário típico desse período
foi inventado: trabalho com projetos, atividades seqüenciadas, permanentes,
etc. Cada um desses instrumentos de trabalho pretende direcionar o estudante para
os lugares que antes se chegaria dando aulas expositivas, além de também
"favorecer" outros conteúdos importantes para a faixa etária,
como a socialização, a partilha de saberes e outras espécies
do tipo "praticar escuta", "exercitar a fala" e "concentrar
o corpo".
Todos esses instrumentos são regulados pelas fases
que a criança passa. A própria organização do espaço
infantil de educação direciona nosso olhar para isso. A separação
etária não acontece por acaso. Existe um discurso fortemente marcado
pelas correntes da psicologia do desenvolvimento: crianças de três
anos fazem assim, pensam assado, reagem de tal forma; as de quatro devem agir
assim, pensar tal; assim por diante. É uma seqüência linear,
etapas a serem seguidas, superadas, em série, anualmente. Organiza-se melhor,
controla-se melhor.
Os Documentos Referenciais de Educação
Infantil assumiram esse discurso e colocaram objetivos que caracterizam as práticas
com crianças em diferentes faixas etárias. Organizou-se, assim,
um discurso que remodelou a escola, tanto em suas arquiteturas, quanto em suas
relações.
Quando estamos com aqueles singulares em sala de
aula, ao pensarmos neles como seres, pensamos em crianças... crianças
que têm competências marcadas por idade, que habitam os territórios
mágicos da fantasia, que vivem ludicamente as relações com
o mundo. Por isso, crianças. Isso é o que faz tal classificação:
impossibilita as relações com singulares, com os desconhecidos e
nos empurra ao confinamento do "universo infantilóide" da infância
escolarizada.
Para se trabalhar os conteúdos, é preciso
entender, conforme nos diz a vasta literatura infantil, que esses devem ser abordados
por áreas de conhecimento. Podemos dizer que o trabalho com projetos e
temas são os representantes da ação dessa idéia. Aliás,
as tais áreas pertencem mais a uma composição cerebral do
que propriamente dito uma rotina de conteúdo escolar.
A pedagogia
de projetos, tão trabalhada durante a Educação Infantil,
é um instrumento importante, dentro das escolas crítico-cognitivistas,
para avaliar o trabalho do aluno. Avalia-se a sua participação,
o conteúdo, as possíveis relações estabelecidas e
o papel do professor. Às vezes, os trabalhos realizados pelas crianças
são usados para avaliá-las. Desenhos, pinturas, "escritas livres",
mas, mesmo assim, é mais uma suposição e leitura do professor
recortadas pelas teorias sobre expressão infantil.
Por meio de
temas, que são eixos ou centros de interesses da criança, os professores
trabalham os conteúdos específicos de cada área, sempre adaptados
aos objetivos colocados para a faixa etária. Assim, avalia-se a relação
com conteúdos e a interação da criança com o tema,
no que pode ser referir à sua participação e à conduta
de estudante.
Em salas numerosas, é possível ver as súplicas
dos professores quando a escola impõe esse trabalho. Acaba se tornando
impossível trabalhar essa "socialização" com 40
alunos em sala... O que dizer de avaliar um por um? Entra a tecnologia do olhar.
Aquela intuição, aquela suposição, aquelas idéias
pré-formadas, que são recursos dos professores para escapar das
obrigações impostas pelos gestores das instituições.
Justamente porque todos querem saber como anda o desenvolvimento das crianças
e em que etapa estão.
Se o professor controla, verifica, "tabeliza"
a criança, não será difícil responder a tal pergunta.
Ele pode relatar, sintetizar seu estudante, sempre por meio da escrita.
Na
Educação Infantil, é muito comum ver os tais relatórios.
Arrepiou-se? Um relato de cada movimento da criança. Um relato de "como
pensa", como se relaciona, como reage uma determinada criança. Logicamente,
dentro de um discurso pautado e autorizado pelas teorias educativas do momento.
Quem já não recortou e colou parágrafos de relatórios?
Quem já não sabe mais de quem está falando ao final de todos
os relatórios? Essas obrigações acabam por afastar os professores
do que considero fundamental dentro das escolas: espaços de relações
liberadas das práticas pedagógicas.
Geralmente, os relatórios
respeitam um roteiro elaborado pela equipe técnica da instituição
escolar. Poderíamos chamar de braço curricular, no que se refere
à avaliação. Esse braço busca capturar aquela determinada
criança pelos discursos da psicologia do desenvolvimento. É uma
escrita a serviço de subjetivações. Quer dizer, não
daquela criança de verdade, mas daquela que você pensa ver e conhecer,
daquela que você produz com suas palavras.
Fulaninho é isso,
fulaninha é aquilo. Gosta mais disso, percebo que se envolve mais naquilo,
ainda tem dificuldade para tal, não quer saber de qual...
Mas será
que, ao avaliar dessa forma, não deixamos o que tem de mais interessante
na Educação Infantil de lado? Será que, ao marcar constantemente
nas agendas o que comeu, como defecou, não perdemos a riqueza do contato,
do olhar silencioso, dos pequenos gestos, das falas que não fazem questão
de serem avaliadas?
Multiplicar as perspectivas avaliativas significa
des-caminharmos para outros campos. Mais abertos, arejados e liberados das práticas
de controle. Não totalmente, pois continuamos nas escolas, mas é
um começo. Investir nesse contato, escutar o que o silêncio pode
nos dizer, perceber que, diante de nós, há apenas alguém
que quer se expressar sem ter de dar explicações ou ser explicado
por teorias dominantes.
A avaliação, dentro do espaço
escolar, deve dar um passo além dos modelos examinatórios propostos.
Devem-se multiplicar as perspectivas avaliativas.
A escrita ou a fala sobre
o estudante, se recortada dessa forma, dialoga com os manuais de psicologia. Um
discurso que produz uma criança atrás de outra criança. Um
discurso que não se relaciona com um choro, mas com o choro típico
da idade, que não se relaciona com a experiência, mas com a reação
a um determinado estímulo.
Um discurso que produz o aluno mais
comportado, mais social, mais participativo, mais inteligente. Em contrapartida,
produz também os alunos "menos".
Certo dia, escutei de
um dos meus professores uma "pérola": contava que, após
uma conversa inflamada sobre um assunto pesquisado, pediu que seus estudantes
fizessem um registro gráfico da discussão. Lendo as produções,
decepcionou-se com as mesmas, pois esperava mais detalhes depois de tamanha discussão.
Conversando comigo, percebemos o quanto precisamos de um registro escrito, que
fique documentado em algum lugar. Não bastaria se contentar com o que foi
dito, já que se surpreendeu com as problematizações trazidas
pelas crianças? Essa percepção fez com que déssemos
mais um passo na produção do tipo de avaliação que
esperamos.
É fundamental que a escola produza seu currículo,
que pense juntamente com seus professores sobre a proposta educativa que tem para
professores e estudantes. O currículo marca um discurso dotado de posicionamentos,
reflexões e ações. E é justamente nele que os dispositivos
de controle aparecerão e ganharão força. Geralmente, os Currículos
das escolas são cópias fidedignas dos documentos nacionais de educação.
De Norte a sul e de Leste a Oeste, os mesmos.
Sabemos que a avaliação
do estudante deve ser tudo aquilo que os "grandes documentos" nos colocam,
mas também deve abrir a possibilidade de novas perspectivas. A avaliação
deve estar preocupada em possibilitar expressões diversas, deve ser um
instrumental pessoal que sintetize, organize e expresse as relações
que cada um estabeleceu com o conhecimento.
Nós, professores, devemos
acreditar e entender que seremos sempre incapazes de mapear exatamente o que o
nosso estudante aprendeu sobre o assunto ou conteúdo estudado. Avaliar
é possibilitar e atribuir sentido à comunicação.
O
que acontece, na maioria das escolas e na própria concepção
de avaliação, é que a mesma é sempre realizada ao
fim de um percurso, de forma restritiva, recortada e que valoriza apenas a escrita
(no caso das provas) e a moral (no caso do processo confessionário da auto-avaliação).
A avaliação procura "capturar" um determinado conhecimento
do estudante sem levar em conta a forma como aquele conhecimento pode ter modificado
seu pensamento ou como ele se associa a outros saberes.
Quem já
não passou por momentos na infância em que foi obrigado a cumprir
uma prova dos saberes acumulados durante um período e, justamente no dia,
deu aquela dor de barriga? Pensando na dor, você se desconcentrou e esqueceu
de conferir as contas. Conclusão: tirou zero.
Quando ampliamos os
instrumentos avaliativos, possibilitamos que o estudante expresse as múltiplas
associações que foram produzidas a partir de um conhecimento. Isso
é formação, isso é saber! Para formar, é preciso
de um outro tipo de relação com o tempo. É necessário
alargar e atribuir outro sentido ao tempo, tanto nas relações com
o processo de trabalho, quanto nas relações estabelecidas com os
produtos desse trabalho.
A avaliação vem para nos dizer:
siga esse caminho, tome essas providências, mas, na verdade, o caminho já
está traçado! Ampliando e produzindo diferentes e novas perspectivas,
abrimos fissuras, escapes e rotas de fuga para que não nos aprisionemos
em modelos antigos que limitam e barram as diversas possibilidades do saber.
Sem
dúvida alguma, a avaliação é fundamental na escola.
Não para a manutenção de um aluno, com prazo de validade,
aquele que existe enquanto durar a escola, mas para produzir um estudante, capaz
de interagir, aprimorar, produzir, inventar e associar conhecimentos. Um sujeito
que não se contente só com a escola, mas sim que vá além
dela... ou, em alguns casos, apesar dela.
Talvez seja o momento de deixarmos
de documentar a escola e passarmos a senti-la mais... Cada um na sua, invadidos,
transpassados por muitas outras, por outros. Pensar na escola como potência
criadora, como um espaço espalhado pelo mundo... Pensar a escola como uma
viagem para um lugar desconhecido...
A experiência, a possibilidade
de que algo nos passe ou nos aconteça ou nos toque, requer um gesto de
interrupção, um gesto que é quase impossível nos tempos
que correm: requer parar para pensar, para olhar, parar para escutar, pensar mais
devagar, olhar mais devagar e escutar mais devagar; parar para sentir, sentir
mais devagar, demorar-se nos detalhes, suspender a opinião, suspender o
juízo, suspender a vontade, suspender o automatismo da ação,
cultivar a atenção e a delicadeza, abrir os olhos e os ouvidos,
falar sobre o que nos acontece, aprender a lentidão, escutar os outros,
cultivar a arte do encontro, calar muito, ter paciência e dar-se tempo e
espaço (LARROSA BONDIA, J. 2004).
*Marcelo
Cunha Bueno é diretor pedagógico da Escola Estilo de Aprender, em
São Paulo |