Cidadania

ADVB premia ação social da Audi do Brasil

postado em 7 de dez de 2018 07:48 por ANA PAULA LOPES VIEIRA PAIVA   [ 7 de dez de 2018 07:58 atualizado‎(s)‎ ]

O Programa Educação pelo Esporte, desenvolvido pelo Instituto Ayrton Senna com patrocínio da Audi desde janeiro de 97, é um dos vencedores do Top Social 2003. O prêmio, criado pela Associação dos Dirigentes de Vendas e Marketing do Brasil - ADVB - foi entregue no dia 17 de junho, às 19h30, no Memorial da América Latina (Auditório Simon Bolívar - Avenida Auro Soares de Moura Andrade, 644, Barra Funda, São Paulo - SP).

O Top Social, que está em sua quinta edição, contou com 197 ações inscritas por empresas e instituições nas áreas de serviços, petroquímica, financeira, farmacêutica, industrial, energética, imobiliária, telecomunicações e automobilística. A organização tem como objetivo premiar as iniciativas sociais de organizações e companhias para o reconhecimento de programas de responsabilidade social.

A Sociedade Brasileira de Urologia lança projeto educacional direcionado a crianças e jovens carentes para informá-los sobre sexo e doenças sexualmente transmissíveis

postado em 25 de nov de 2018 09:45 por ANA PAULA LOPES VIEIRA PAIVA   [ 30 de nov de 2018 17:05 atualizado‎(s)‎ ]

Os dados são alarmantes: segundo a ONU, a iniciação sexual dos jovens tem acontecido cada vez mais cedo – muitas vezes, são crianças que já praticam sexo. Em decorrência disso, a cada quatorze segundos, um jovem se infecta com doenças sexualmente transmissíveis no mundo – 60% dos casos acontecem em jovens menores de 20 anos e 87% deles encontram-se em países em desenvolvimento.

No Brasil, a realidade é igualmente preocupante. Dados do governo brasileiro dão conta de que a incidência de Aids vem aumentando significativamente entre moças dos 13 aos 19 anos.

Preocupada com este contexto, a secção paulista da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) lançou o projeto “Urologista Cidadão”. Trata-se de uma iniciativa de responsabilidade social que tem por objetivo informar e educar sexualmente crianças, adolescentes e suas famílias – especialmente as que se encontram em situação de exclusão social.

O trabalho funcionará da seguinte forma: munidos de um kit com material didático – composto por CD-Rom, vídeo, cartilha para alunos e manual para os pais – urologistas voluntários darão uma aula com os temas Educação Sexual e Doenças Sexualmente Transmissíveis, em especial a Aids. A princípio, o projeto acontecerá no Estado de São Paulo – e tem a idéia de trabalhar até mesmo outros temas ligados à urologia.

Para Aguinaldo Nardi, presidente da SBU-SP, a entidade acredita que sua atuação deve ir além do aprimoramento técnico e científico do urologista. “Temos de nos envolver nos problemas da comunidade, procurando contribuir para a melhoria da qualidade de vida do cidadão e crescimento do Brasil”.

O projeto Urologista Cidadão conta, nesta primeira etapa, com o apoio da SEADS – Secretaria Estadual de Assistência e Desenvolvimento Social. São instituições governamentais que atendem famílias em situação de exclusão social.

Dr. Uro, um personagem para facilitar o aprendizado

Um dos símbolos do projeto é o Dr. Uro, um urologista que, assim como a SBU, está preocupado com a carência de informações sobre sexo e doenças sexualmente transmissíveis entre os jovens e crianças.

O personagem, que está presente em todos os materiais utilizados no projeto, tem a responsabilidade de criar um vínculo com o público-alvo. “Ele vai ajudar a captar a atenção das crianças e adolescentes. Com simpatia, ajudará a passar as informações”, completa Nardi.

Também para motivar e envolver o público do projeto estão previstos concursos de redação e de desenho.

Andamento do projeto

A primeira etapa do projeto será realizada até o dia 30 de novembro deste ano. Cada município receberá um calendário com as datas das aulas.

A SBU-SP será responsável pela capacitação continuada dos profissionais e monitores envolvidos no projeto, planejamento de todas as atividades e reuniões sócio-educativas com os pais. “Juntamente com a SEADS vamos conscientizar as famílias sobre a importância do projeto e articular novas parcerias”, adianta o presidente da SBU-SP. Trimestralmente, o projeto “Urologista Cidadão” passará por uma avaliação.

A nova consciência da sociedade

postado em 25 de nov de 2018 09:40 por ANA PAULA LOPES VIEIRA PAIVA   [ 30 de nov de 2018 17:03 atualizado‎(s)‎ ]

Recentes pesquisas mostraram que 83% dos jovens não querem saber de militância política, que 43% já tinham se envolvido em algum trabalho em forma de voluntariado, e mais de 50% gostariam de se envolver com algum projeto social. Vemos que esta transformação não passa pela política e sim pela ação social.

Mais que isto, dados de pesquisa recente (Ethos-Valor) nos mostram que o consumidor brasileiro de modo geral está dando uma importância muito maior à questão da ética das empresas bem como ao apoio que as mesmas estão dando aos projetos sociais, do que por exemplo um consumidor na Alemanha, onde apenas uma pequena parcela dos consumidores estão preocupados com a questão.

Quando os consumidores foram perguntados se comprariam de uma empresa que estivesse envolvida com alguma forma de corrupção, 74% disseram que não.

Hoje, com a velocidade com que a informação transita, vemos que nossos jovens são massacrados pelas propagandas enganosas e promessas mentirosas de tal forma que o nível de desconfiança está se tornando cada vez maior. Boa parte dos jovens está descrente e temerosa. O consumidor não acredita nas empresas. Desconfiam se as ações das mesmas são uma real preocupação pelo futuro ou se está preocupada em aumentar seu lucro. Este pensamento transforma essa energia da doação, que poderia ser um poderoso agente de transformação do país, num gigante adormecido.

A ineficiência com que governos repetidamente vêm encarando o problema social tem dado espaço para que as organizações não-governamentais se expandam e cada vez mais busquem novas alternativas para poderem realizar seus projetos.

Grandes exemplos, tais como o "Centro Educacional Salda Terra", podem retratar melhor o que estamos dizendo. Criada em 1992, com a creche atendendo 20 crianças no salão da Igreja Santa Ana, na região do Pirajussara, atende hoje 140 crianças, e, além da creche, foram criadas a Pré-escola, Curso de Computação, Inglês, Reforço Escolar, Alfabetização de Adultos, Curso de Auxiliar de Raio X, Curso de Massagem, Biblioteca e Bazar. Conta com a parceria do Instituto C&A, fundação Abrinq e do Comitê Betinho (funcionários do Banespa). ( Veja mais no site: www.projetosaldaterra.com.br)

No entanto, de acordo com uma das voluntárias e fundadoras do Centro Educacional, dra. M. Alice G. de Morais Carvalho, para que se possa dar continuidade aos trabalhos é necessário que novas parceiras sejam estabelecidas. "O novo governo também precisa estabelecer canais de fácil acesso, dando preferência às organizações que já tenham projetos prontos em andamento, que saibam onde querem chegar e que possam crescer corretamente, principalmente num governo cuja base das promessas foi o social", diz.

Quando falamos da energia da doação é preciso que entendamos que a relação de confiança entre a comunidade atendida, a empresa doadora e a ONG (Organização Não-Governamental) seja a mais transparente possível.

É preciso que as ONGs entendam que as empresas podem ser doadoras anônimas ou patrocinadoras, porém é necessário que fique claro o que o doador ou patrocinador, e inclusive a comunidade, esperam da organização. É preciso que as organizações e a sociedade entendam que patrocinar projetos sociais em troca, por exemplo, de uma imagem melhor da empresa no mercado não é crime, desde que esta relação fique clara desde o começo.

Acredito que a nova consciência que se está construindo passa pela educação e também pelo entendimento de que a empresa não é um inimigo da sociedade, se as relações de confiança e comprometimento de todas as partes estiverem claras.

Maria Lúcia Gonçalves Pereira Arquiteta, diretora da Marketplan S/C Ltda

A Johnson & e Johnson marca um Gol de Letra

postado em 16 de nov de 2018 14:20 por ANA PAULA LOPES VIEIRA PAIVA   [ 30 de nov de 2018 17:01 atualizado‎(s)‎ ]

A Johnson & Johnson acaba de firmar um acordo com a Fundação Gol de Letra. Juntas, empresa e Ong investirão na formação de agentes comunitários, peça fundamental para que a atividade social não se restrinja ao simples assistencialismo. A empresa entrará com os recursos financeiros, estimados em R$ 130 mil ao ano, além de doar mais de 680 kits de produtos. A Gol de Letra, por sua vez, entrará com seu know-how na formação de agentes na Vila Albertina, em São Paulo, onde fica a sede da entidade. Para a Fundação Gol de Letra, a adesão da Johnson & Johnson confirma uma tendência crescente de envolvimento do setor privado com o trabalho das organizações não governamentais. As empresas também são atraídas, no caso específico desta Fundação, por sua metodologia de trabalho, que visa fortalecer o papel do indivíduo dentro de sua comunidade, favorecendo o crescimento de ambos. Vale lembrar que o trabalho desenvolvido pela Gol de Letra em sua unidade paulista foi reconhecido pela UNESCO como modelo mundial no apoio a crianças menos assistidas.

Mas esta não é a primeira vez que a J&J se envolve em empreitadas deste tipo. Foi ela quem trouxe ao Brasil a Ong Criança Segura, cuja proposta é desenvolver na comunidade a consciência da prevenção de acidentes. Também desenvolve o programa Cuidar não dói, pelo qual as crianças de escolas públicas e privadas recebem noções de cuidados pessoais e primeiros socorros. Em parceria com o Instituto Kaplan, lançou em 1998 o Jogo de Corpo, um programa educacional com foco em adolescentes e aplicado em escolas públicas e privadas. Em comum, todos estes projetos têm o objetivo de criar nas próprias comunidades as condições para a elevação de sua qualidade de vida.

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