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Técnicas
de Biodanza enfatizam a importância de desenvolver a inteligência
do coração, aclamada hoje como inteligência emocional
Cada vez mais as pessoas estão buscando alternativas para fugir do estresse diário causado pela falta de tempo, preocupações, cobranças, enfim, pela vida moderna. Atrás de uma melhor qualidade de vida, aumenta a procura de instrumentos para sair desse caos, seja através de uma melhor alimentação, academia de ginástica ou, visando curar também a essência, o que pode ser conseguido com a Biodanza. O Instituto Clélia Camargo é pioneiro em Campinas e um dos primeiros no Brasil na utilização da técnica, criada em 1965 pelo antropólogo e poeta chileno Rolando Toro Araneda, e que visa trabalhar o resgate da ética afetiva, a integração, a cooperação e o respeito à vida e a tudo o que é vivo. Há 21 anos a psicóloga Clélia Camargo desenvolve a Biodanza em diversos segmentos da sociedade, sejam empresas, escolas ou comunidades. "Percebemos que nos últimos anos aumentou a busca de meios para o autodesenvolvimento, a harmonia, o vínculo afetivo. Acredito que a tendência é humanizar os relacionamentos", afirma. Segundo ela, a Biodanza estimula potenciais genéticos adormecidos pelo processo que vivemos. Através de movimentos induzidos pela música (jazz, samba, clássica, entre outras), é estimulado o sistema límbico hipotalâmico, que é a sede das vivências, emoções, impulsos, instintos. "Na música, a harmonia permite a vinculação com nós mesmos; a melodia e a tonalidade permitem a vinculação com o próximo e o ritmo com a natureza", comenta. De acordo com Clélia, na Biodanza é enfatizada a importância de desenvolver a inteligência do coração, aclamada hoje como inteligência afetiva. Através da Biodanza conseguimos nos conectar com essa inteligência e assim nos expressarmos livremente com mais alegria e segurança por estarmos coesos com a nossa identidade. "A Biodanza é quase que uma meditação, em que o ser se desliga e entra em consciência com o universo visando o equilíbrio", diz. O que propõe
a Biodanza Com isso, passamos por cima de necessidades básicas de todos os seres humanos, como o simples fato de sorrir e ser afetivo, porque precisamos ser sérios para obter respeito. Evitamos a afetividade porque essa proximidade nos deixa vulneráveis. Temos medo de tomar decisões e nos julgarem errados. Não criamos por medo de parecermos ridículos e nos fechamos em nós mesmos. A Biodanza propõe a integração do sentir, pensar e fazer. A Biodanza pode
ser dividida, para melhor compreensão didática, em cinco
linhas de vivência, enumeradas pelo grau de dificuldade de se
chegar à experiência evolutiva.
Sexualidade
- despertar o desejo, desenvolvendo a intimidade consigo mesmo e com
o outro, estimulando a carícia. A linha da sexualidade visa
erotizar cada célula do corpo, ou seja, desenvolver "o
prazer de estar vivo".
Criatividade - despertar e desenvolver a expressão das emoções, de habilidades artísticas e, principalmente, possibilitar a criação existencial estimulando o potencial que há em todas as pessoas e que estão reprimidas artística e cientificamente. Afetividade - propõe despertar a ternura, a solidariedade e a capacidade de amar, de dar e receber afeto. Transcendência - objetiva a intimidade de cada um consigo mesmo e com a totalidade, desenvolvendo a capacidade de vinculação com a natureza/universo.
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